sexta-feira, 20 de junho de 2025

Câmara Fotografica - Instrumentos de Trabalho

A emissão filatélica "Instrumentos de Trabalho" foi uma emissão ordinária lançada em Portugal com o objetivo de homenagear o trabalho humano através da representação simbólica das ferramentas utilizadas em diversas profissões.

Síntese da emissão:

  • Tema central: Os instrumentos de trabalho são apresentados como símbolos da presença humana e da dignidade do trabalho, mesmo sem a representação direta da figura humana.
  • Conceito artístico: A emissão opta por não incluir figuras humanas, destacando antes os objetos que representam o esforço, a técnica e a criatividade do trabalhador.
  • Mensagem: Ao focar nos instrumentos, a emissão valoriza o papel do trabalho na construção da sociedade e na identidade cultural portuguesa.
  • Estilo visual: Os selos apresentam um design limpo e simbólico, com destaque para ferramentas tradicionais e modernas de diferentes áreas profissionais.

Esta emissão é considerada uma homenagem discreta mas poderosa ao trabalhador, através da linguagem visual dos objetos que o representam.

O selo dedicado à fotografia na emissão filatélica portuguesa "Instrumentos de Trabalho" (lançada entre 1978 e 1983 como emissão base) é uma homenagem ao papel do fotógrafo como profissional e artista, destacando a câmara fotográfica como ferramenta essencial do seu ofício.

Destaques do selo da fotografia:

  • Tema: Representa uma máquina fotográfica, símbolo do trabalho do fotógrafo e da importância da imagem na documentação e expressão cultural.
  • Estilo: O design é simples e direto, com foco no instrumento em si, seguindo a linha estética da emissão que valoriza os objetos como protagonistas.
  • Função simbólica: A câmara fotográfica representa não só o trabalho técnico, mas também o olhar criativo e documental do fotógrafo.
  • Contexto: Inserido numa série que inclui outros instrumentos como martelos, foices, pincéis e ferramentas de precisão, o selo da fotografia destaca uma profissão ligada à arte, à memória e à comunicação.

Nossa Senhora de Fátima - Encontro de Culturas

 

A emissão filatélica "Encontro de Culturas" de 1999 foi lançada oficialmente em Portugal através da Portaria n.º 1084/99, de 17 de dezembro. Esta emissão teve como objetivo celebrar a diversidade e o diálogo entre diferentes culturas, refletindo o espírito de intercâmbio cultural que marcou o final do milénio.

Principais características da emissão:

  • Design e autoria: O selo foi desenhado por Carlos Marreiros, um arquiteto e artista plástico conhecido pelo seu trabalho multicultural.
  • Formato: O selo tem dimensões de 30,6 mm x 40 mm, com denteado 12 x 12 ½.
  • Impressão: Foi impresso pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM).
  • Data de emissão: O primeiro dia de circulação foi 19 de novembro de 1999.
  • Valor facial: 95$00
  • Tiragem:

Este selo não só homenageia a figura de Nossa Senhora de Fátima, como também reforça o papel da fé como elemento de união entre diferentes culturas, alinhando-se com o espírito da emissão "Encontro de Culturas".

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Chafariz de São João, localizado em Mouçós, Vila Real - Chafarizes de Portugal

 

A emissão filatélica "Chafarizes de Portugal", lançada em 1 de outubro de 2003, foi uma homenagem aos mais belos e emblemáticos chafarizes do país, destacando a importância histórica, artística e funcional destas estruturas no espaço urbano português.

Síntese da emissão:

  • Título da emissão: Chafarizes de Portugal
  • Data de circulação: 1 de outubro de 2003
  • Design: Sofia Martins
  • Fotografia: Jorge Barros
  • Impressão: Litografia Maia
  • Formato dos selos: 40 mm x 30,6 mm
  • Denteado: 12 x 12 ½

O Chafariz de São João, localizado em Mouçós, Vila Real, é uma estrutura hidráulica de grande valor histórico e patrimonial, destacada na emissão filatélica "Chafarizes de Portugal" de 2003.

Destaques do Chafariz de São João:

  • Localização: União das freguesias de Mouçós e Lamares, Vila Real
  • Estilo: Arquitetura infraestrutural setecentista
  • Características principais:
  • Espaldar em cantaria com tanque retangular
  • Duas bicas em forma de carranca, elemento decorativo tradicional que remete à simbologia protetora
  • Enquadrado por um cruzeiro e elementos religiosos, reforçando a ligação entre abastecimento de água e espaços de devoção popular 1

Este chafariz é um exemplo da funcionalidade e estética das fontes públicas portuguesas do século XVIII, que serviam simultaneamente como ponto de abastecimento, encontro comunitário e expressão artística.

Ponte Vasco da Gama - 21.º Aniversário da Associação Portuguesa de Maximafilia (APM)

 

A emissão filatélica "Ponte Vasco da Gama", lançada em 1998 pelos CTT – Correios de Portugal, assinalou a inauguração de uma das maiores obras de engenharia moderna do país e da Europa: a Ponte Vasco da Gama, construída para melhorar a mobilidade na região de Lisboa e apoiar a realização da Expo 98.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 29/03/1998
  • Motivo: Inauguração da Ponte Vasco da Gama, com 17,2 km de extensão, atravessando o estuário do Tejo — a ponte mais longa da Europa à data.
  • Objetivo: Comemorar a conclusão de uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento urbano e económico da Grande Lisboa.
  • Design: A emissão incluiu selos e blocos filatélicos com imagens da ponte, destacando a sua imponência arquitetónica e integração na paisagem do estuário do Tejo.
  • Estilo visual: Os selos apresentam uma estética moderna, com fotografias ou ilustrações realistas da ponte, captando a sua extensão, pilares e o enquadramento natural.

A ponte foi inaugurada a 29 de março de 1998, pouco antes da abertura da Expo 98, e foi batizada em homenagem ao navegador Vasco da Gama, no ano em que se celebravam os 500 anos da chegada à Índia.

Esta emissão é hoje uma peça de destaque na filatelia contemporânea portuguesa, representando o cruzamento entre inovação tecnológica e celebração histórica.


A Associação Portuguesa de Maximafilia (APM) foi uma entidade cultural dedicada à promoção e desenvolvimento da maximafilia em Portugal — uma especialidade filatélica que consiste na criação de postais-máximos, peças que combinam selo, postal e carimbo com o máximo de concordância temática, geográfica e temporal.

Síntese do trabalho desenvolvido:

  • Fundação: 27 de abril de 1978
  • Sede: Praça Duque da Terceira, Lisboa
  • Natureza: Associação cultural sem fins lucrativos
  • Objetivo principal: Promover a maximafilia como forma de expressão filatélica e cultural, incentivando a criação, estudo e divulgação de postais-máximos.

Atividades desenvolvidas:

  • Organização de exposições nacionais e internacionais de maximafilia, com destaque para a primeira exposição nacional inaugurada na Fundação Calouste Gulbenkian em 28 de junho de 1978.
  • Publicação de boletins e catálogos, com orientações técnicas e exemplos de boas práticas na criação de postais-máximos.
  • Colaboração com os CTT e outras entidades filatélicas para a emissão de carimbos comemorativos e postais ilustrados.
  • Formação e apoio a colecionadores, promovendo encontros, concursos e intercâmbio de conhecimento entre associados.

Em 2011, após 33 anos de atividade, a APM suspendeu as suas atividades por decisão dos seus associados, devido a dificuldades operacionais e financeiras 1. O seu espólio foi distribuído entre os membros, e parte do seu legado continua a ser preservado por outras entidades, como o Clube Nacional de Maximafilia.

Mergulhão-de-crista - Aves de Portugal

A emissão filatélica "Aves de Portugal (1.º grupo)", lançada em 24 de abril de 2000, marcou o início de uma série dedicada à avifauna portuguesa, com enfoque em espécies emblemáticas do território nacional.

Síntese da emissão:

  • Nome da emissão: Aves de Portugal (1.º grupo)
  • Data de circulação: 02 de Março de 2000
  • Impressor: Australia Post Sprintpak

Características visuais:

  • Os selos apresentam ilustrações estilizadas das cabeças das aves, destacando os traços distintivos de cada espécie com grande detalhe e realismo.
  • A escolha de representar apenas a cabeça das aves foi uma abordagem inovadora, conferindo à emissão um estilo visual distinto e moderno.

Esta série visou sensibilizar o público para a riqueza ornitológica de Portugal, promovendo o conhecimento e a valorização da biodiversidade nacional através da filatelia.

O selo de 85$00 escudos dedicado ao Mergulhão-de-crista (nome científico: Podiceps cristatus) integra o 1.º grupo da emissão "Aves de Portugal", lançado em 24 de abril de 2000.

Destaques do selo do Mergulhão-de-crista:

  • Valor facial: 85$00 escudos (equivalente a €0,42)
  • Espécie representada: Podiceps cristatus – Mergulhão-de-crista
  • Design: Ilustração da cabeça da ave, com destaque para a sua crista característica e coloração contrastante entre o branco, castanho e preto.
  • Autor: José Projecto
  • Impressor: Australia Post Sprintpak

Sobre a espécie:

  • O Mergulhão-de-crista é uma ave aquática elegante, comum em lagos e zonas húmidas, conhecida pelo seu elaborado ritual de acasalamento e pela capacidade de mergulhar para capturar peixe.
  • É uma das espécies mais emblemáticas da avifauna aquática portuguesa.
  • Este selo destaca-se pela sua estética moderna e científica, promovendo a sensibilização para a biodiversidade nacional.

Cafre do Cabo da Boa Esperança - Europa após os Descobrimentos Portugueses do Séc. XVI

 

A emissão filatélica portuguesa da série Europa 1994 teve como tema "Europa após os Descobrimentos Portugueses do século XVI", refletindo o impacto global da expansão marítima portuguesa na cultura, fauna e povos de outros continentes.

Síntese da emissão Europa 1994 – Portugal:

  • Tema: Europa após os Descobrimentos Portugueses do Séc. XVI
  • Data de circulação: 5 de maio de 1994
  • Autor: Luís Filipe de Abreu
  • Impressor: Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM)
  • Formato dos selos: 40 mm × 30,6 mm
  • Denteado: 12 × 12½

Cada selo tem o valor facial de 100$00 e representa diferentes aspetos do contacto europeu com o mundo após os Descobrimentos:

  • Gente de Ormuz – Representa os povos do Golfo Pérsico, com quem os portugueses estabeleceram relações comerciais e culturais.
  • Fauna Brasileira – Macaco – Simboliza a biodiversidade do Brasil, descoberta e documentada pelos europeus.
  • Cafre do Cabo da Boa Esperança – Representa os povos africanos do sul, com quem os portugueses contactaram durante as suas rotas marítimas.

Blocos especiais:

Foram ainda emitidos três blocos filatélicos (cada um com quatro selos: dois da emissão regular e dois exclusivos):

  • Bloco Continente – 150.000 exemplares
  • Bloco Açores – 80.000 exemplares
  • Bloco Madeira – 80.000 exemplares

Esta emissão destaca-se por combinar arte, história e filatelia, refletindo a visão portuguesa sobre o impacto europeu no mundo após os Descobrimentos.

O selo "Cafre do Cabo da Boa Esperança", emitido em 1994 como parte da série Europa – Europa após os Descobrimentos Portugueses do século XVI, representa o contacto entre os portugueses e os povos do sul de África durante as grandes navegações.

Destaques do selo:

  • Valor facial: 100$00 escudos
  • Data de emissão: 5 de maio de 1994
  • Autor: Luís Filipe de Abreu
  • Tema: Representação de um cafre (termo histórico usado para designar povos africanos da região do Cabo da Boa Esperança), simbolizando o encontro entre culturas durante a expansão marítima portuguesa.
  • Estilo artístico: O selo apresenta uma figura estilizada com trajes e adornos tradicionais africanos, em tons quentes e contrastantes, evocando a riqueza cultural e a dignidade dos povos africanos.
  • Contexto histórico: O Cabo da Boa Esperança foi um ponto estratégico nas rotas portuguesas para o Oriente. O contacto com os povos locais teve implicações comerciais, culturais e, por vezes, conflituosas.

Este selo é particularmente relevante por representar a diversidade dos encontros culturais proporcionados pelos Descobrimentos, e por dar visibilidade a povos não europeus no contexto da filatelia portuguesa.

Pesca com dóri - Pesca do Bacalhau

 

A emissão filatélica "Pesca do Bacalhau", colocada em circulação em 2000 pelos CTT – Correios de Portugal, é uma homenagem à epopeia marítima portuguesa ligada à pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e da Gronelândia.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 2000
  • Título: Pesca do Bacalhau
  • Número de selos: 6
  • Valor facial total: €3,45
  • Desenho: Luiz Duran
  • Impressão: Off-set pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda
  • Formato: Folhas de 50 selos, papel esmalte, denteado 12×12,5

Temática dos selos:

Cada selo representa uma cena distinta da faina bacalhoeira, retratando com realismo e sensibilidade os momentos mais marcantes da vida a bordo dos navios portugueses:

  • Preparação da partida
  • Travessia do Atlântico
  • Pesca com dóri
  • Salga do bacalhau
  • Vida a bordo
  • Regresso ao porto

Contexto cultural:

Esta emissão celebra não só a dureza e coragem dos pescadores portugueses, como também a importância do bacalhau na cultura alimentar nacional. A série foi acompanhada por um livro ilustrado, A Epopeia do Bacalhau, com textos de Álvaro Garrido e David Lopes Ramos, e imagens do acervo do Museu Marítimo de Ílhavo.

O selo dedicado à pesca com dóri é uma das peças centrais da emissão filatélica "Pesca do Bacalhau" (2000), e presta homenagem a uma das imagens mais icónicas da faina bacalhoeira portuguesa.

Destaques do selo da pesca com dóri:

  • Valor facial: 52$00 (0,26€)
  • Motivo: Representa um pescador solitário num dóri — pequeno barco a remos — enfrentando o mar aberto do Atlântico Norte, símbolo da coragem e resistência dos homens do mar.
  • Contexto histórico: Os dóris eram lançados dos lugres (navios-mãe) e afastavam-se por horas para pescar bacalhau com linha de mão. Era uma atividade extremamente perigosa, sujeita a nevoeiros, ondas e correntes traiçoeiras.
  • Design: Ilustração de Luiz Duran, com traço realista e expressivo, captando a solidão do pescador, o movimento do mar e a vastidão do oceano. A imagem transmite a dureza e a dignidade do trabalho.

Este selo é talvez o mais simbólico da série, evocando a epopeia individual de cada pescador e a ligação profunda entre o homem e o mar.

De referir que em 1353, um acordo entre Portugal e Inglaterra permitiu que pescadores portugueses pudessem pescar bacalhau nas costas inglesas por 50 anos, demonstrando a importância da pesca desde cedo, contudo, a pesca do bacalhau atingiu seu auge no século XX, com campanhas de pesca de seis meses, envolvendo pescadores em condições extremas.  

Fonte da Virtudes - Chafarizes de Portugal

A emissão filatélica "Chafarizes de Portugal", lançada em 1 de outubro de 2003, foi uma homenagem aos mais belos e emblemáticos chafarizes do país, destacando a importância histórica, artística e funcional destas estruturas no espaço urbano português.

Síntese da emissão:

  • Título da emissão: Chafarizes de Portugal
  • Data de circulação: 1 de outubro de 2003
  • Autoria:
  • Design: Sofia Martins
  • Fotografia: Jorge Barros
  • Impressão: Litografia Maia
  • Formato dos selos: 40 mm x 30,6 mm
  • Denteado: 12 x 12 ½

O selo dedicado à Fonte das Virtudes, no Porto, faz parte da emissão filatélica "Chafarizes de Portugal" de 2003 e destaca uma das fontes mais elegantes e históricas da cidade.

Destaques do selo da Fonte das Virtudes:

  • Valor facial: €0,43
  • Localização: Rua das Virtudes, Porto
  • Data de emissão: 1 de outubro de 2003
  • Design: Sofia Martins
  • Fotografia: Jorge Barros

Sobre a fonte:

  • A Fonte das Virtudes é uma estrutura barroca do século XVII;
  • Artisticamente, trata-se de uma fonte barroca, organizada em três panos sobre uma mesma parede fundeira. O pano central é o mais decorado, delimitado por duas pilastras e entablamento sugerido e com uma inscrição emoldurada ao centro, de mármore, onde se inscreveu a data de edificação do conjunto. Por cima, dois castelos representando as armas da cidade ladeiam um nicho hoje vazio, mas que se pensa ter sido concebido para abrigar uma imagem de Nossa Senhora das Virtudes. A coroar o chafariz um frontão circular, levemente abatido, cortado ao meio para realçar o escudo com as armas reais, uma composição posterior, de feição já neoclássica, e que atenua levemente a rigidez horizontal com que terminava originalmente o chafariz.

Design do selo:

  • A imagem do selo capta a verticalidade e a elegância da fonte, com destaque para os seus elementos ornamentais e a integração na encosta arborizada.
  • A fotografia valoriza a textura da pedra e o jogo de luz e sombra, transmitindo a serenidade do local.

Lagoa das Sete Cidades / Açores - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, é um dos mais impressionantes da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida entre 1972 e 1981, e destaca uma das paisagens naturais mais icónicas do arquipélago.

Destaques do selo da Lagoa das Sete Cidades:

  • Valor facial: 100$00 escudos — o valor mais alto da série, refletindo a importância e imponência do local representado 1.
  • Motivo: Representa a Lagoa das Sete Cidades, situada na ilha de São Miguel, Açores, formada na cratera de um vulcão extinto.
  • Características naturais: A lagoa é composta por duas partes — a Lagoa Azul e a Lagoa Verde — separadas por uma ponte, criando um efeito visual único e lendário.
  • Importância simbólica: É um dos maiores lagos de água doce dos Açores e um símbolo da beleza natural do arquipélago, classificado como Paisagem Protegida da Rede Natura 2000.
  • Design do selo: A ilustração capta a vista panorâmica da caldeira vulcânica com as duas lagoas em destaque, transmitindo a serenidade e o misticismo do local.

Inauguração "LUSOMAX 87" Abrantes - Adesão de Portugal e Espanha à CEE


A emissão filatélica "Adesão de Portugal e Espanha à CEE" foi lançada em 1986 para assinalar a entrada oficial dos dois países na Comunidade Económica Europeia (CEE), a 1 de janeiro desse ano. Esta emissão teve um forte simbolismo político e cultural, marcando a integração plena de Portugal e Espanha no espaço europeu democrático e económico.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 07 Janeiro 1986 a 31 Dezembro 1992 (selos) / Bloco - 16 de Outubro de 1986 a 31 Dezembro 1992
  • Tipo: Emissão conjunta Portugal-Espanha
  • Designação: Adesão de Portugal e Espanha à CEE

Descrição visual:

Nos dois selos colocados em circulação (e respetivo bloco) constam elementos gráficos alusivos à integração europeia, como a bandeira da CEE, símbolos nacionais e representações estilizadas da união entre os dois países ibéricos.

O selo de 20$00 da emissão filatélica comemorativa da adesão de Portugal e Espanha à CEE (Comunidade Económica Europeia), lançada em 1986, é uma peça simbólica que celebra a integração de Portugal no projeto europeu.

Destaques do selo de 20$00:

  • Data de emissão: 07 Janeiro 1986
  • Valor facial: 20$00
  • Tema: Adesão de Portugal e Espanha à CEE
  • Formato: selo
  • Design gráfico: Representações estilizadas da união europeia, com elementos como a bandeira da CEE, símbolos nacionais e formas geométricas que evocam cooperação e convergência

Mensagem simbólica:

O selo de 20$00 representa:

  • A entrada oficial de Portugal na CEE a 1 de janeiro de 1986
  • A esperança num futuro de desenvolvimento económico e social
  • A solidariedade europeia e o reforço da democracia após décadas de ditadura

Este selo, juntamente com os restantes da emissão, marcou um momento histórico para Portugal, simbolizando a sua plena integração no espaço europeu.

Deficiente Mental: Cidadão com Direitos

A emissão filatélica portuguesa intitulada "Deficiente Mental: Cidadão com Direitos" foi lançada em 1979 como uma iniciativa de sensibilização social e promoção da inclusão das pessoas com deficiência mental na sociedade.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 30 de julho de 1979
  • Tipo: Emissão extraordinária
  • Objetivo: Promover a consciencialização sobre os direitos das pessoas com deficiência mental, reconhecendo-as como cidadãos com plenos direitos
  • Design: Fernando Vidal
  • Dimensões dos selos: 37 mm x 32 mm
  • Picotado: 12 x 12 ½

O selo "O Deficiente e o Isolamento", emitido por Portugal em 1979 como parte da série "Deficiente Mental: Cidadão com Direitos", é uma peça de forte carga simbólica e social.

Destaques do selo:

  • Data de emissão: 30 de julho de 1979
  • Valor facial: 17$00
  • Quantidade emitida: 750.000 exemplares
  • Designer: Fernando Vidal
  • Dimensões: 37 mm x 32 mm
  • Picotado: 12 x 12 ½

Descrição visual e simbólica:

O selo representa uma figura humana isolada, destacando-se num espaço vazio ou separado, simbolizando o distanciamento social e emocional frequentemente vivido por pessoas com deficiência mental. A composição gráfica transmite uma sensação de solidão e marginalização, chamando a atenção para a necessidade de inclusão, empatia e integração social.

Este selo foi parte de uma campanha de sensibilização que procurava afirmar que as pessoas com deficiência mental são cidadãos com direitos plenos, incluindo o direito à convivência, ao afeto e à participação ativa na sociedade.

Fragata Rio Tejo - Barcos dos Rios Portugueses

 

A emissão filatélica "Barcos dos Rios Portugueses", lançada em 1981, é uma homenagem à diversidade e riqueza das embarcações tradicionais que navegaram nos principais rios de Portugal. Esta série destaca o papel histórico, económico e cultural desses barcos na vida ribeirinha portuguesa.

Síntese da emissão:

  • Ano de emissão: 1981
  • Tema: Barcos típicos dos rios portugueses
  • Número de selos: Vários, cada um representando uma embarcação distinta
  • Objetivo: Valorizar o património fluvial e as tradições ligadas à navegação interior

O selo dedicado à Fragata do Rio Tejo, incluído na emissão filatélica "Barcos dos Rios Portugueses" de 1981, é uma representação artística e histórica de uma das embarcações mais emblemáticas da navegação fluvial portuguesa.

Destaques do selo da Fragata do Tejo:

  1. Ano de emissão: 1981
  2. Série: Barcos dos Rios Portugueses
  3. Valor facial: 8 escudos
  4. Design: Ilustração detalhada da fragata navegando no Tejo, com vela içada e casco escuro
  5. Cores predominantes: Tons de azul, castanho e branco, evocando o ambiente fluvial
  6. Função da embarcação: Transporte de mercadorias entre Lisboa e zonas ribeirinhas, especialmente cereais, sal e lenha

Características da fragata:

  • Comprimento até 25 metros
  • Proa reta, casco bojudo
  • Vela trapezoidal e leme longo
  • Pintura tradicional em tons escuros com detalhes decorativo
Este selo presta homenagem à importância económica e cultural da navegação no Tejo, especialmente entre os séculos XVIII e XX.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Um lugar para o Colecionismo: Emissão Filatélica – Jogos Olímpicos de Seul 1988


Emissão Filatélica – Jogos Olímpicos de Seul 1988 (Portugal)
Em 1988, os Correios de Portugal lançaram uma emissão filatélica comemorativa dos XXIV Jogos Olímpicos, realizados em Seul, Coreia do Sul. Esta emissão integrou-se numa tradição de homenagear os Jogos Olímpicos modernos, destacando o espírito desportivo e a participação portuguesa no evento.

Características da emissão:
  • Data de emissão: 1988
  • Tema: Jogos Olímpicos de Seul
  • Número de selos: 2 selos e 1 bloco filatélico
  • Design gráfico: Inspirado em modalidades olímpicas e na simbologia dos Jogos
  • Objetivo: Celebrar o evento e promover os valores do Olimpismo, como a excelência, a amizade e o respeito.
O selo português dedicado ao ténis na emissão filatélica dos Jogos Olímpicos de Seul 1988 é uma peça que celebra a inclusão desta modalidade no programa olímpico, após um longo período de ausência.

Destaques do selo do ténis – Seul 1988:
  • Tema: Ténis nos Jogos Olímpicos
  • Ano de emissão: 1988
  • Design: Estilização de um tenista em ação, com raquete e bola em destaque
  • Cores predominantes: Tons vivos que evocam energia e movimento
  • Mensagem visual: Representa o dinamismo e a elegância do ténis, reforçando o espírito competitivo e técnico da modalidade
  • Este selo fez parte de uma série que incluía outras modalidades olímpicas, como atletismo e natação, e foi emitido para assinalar a participação portuguesa nos Jogos de Seul. O ténis, que regressou oficialmente como desporto olímpico em 1988, foi assim homenageado com um selo que simboliza esse marco histórico.

Ponte do Arade - Pontes – Obras de Arte

 

A emissão filatélica "Pontes – Obras de Arte", lançada em Portugal em 2008, foi uma homenagem a algumas das mais emblemáticas pontes do país, destacando a sua importância como obras de engenharia e arte. Esta emissão foi oficializada pela Portaria n.º 1206/2008, de 21 de outubro.

Síntese da emissão:

  • Data de circulação: 16 de outubro de 2008
  • Designer: Túlio Coelho / Atelier Acácio Santos
  • Impressor: INCM (Imprensa Nacional-Casa da Moeda)
  • Formato dos selos: 40 mm x 30,6 mm
  • Picotado: 11 ¾ x Cruz de Cristo

Sobre a ponte:

A Ponte do Arade, localizada em Portimão, foi construída para aliviar o tráfego da antiga ponte da cidade. É uma ponte suspensa com duas torres em forma de “A”, com 62 metros de altura e um comprimento total de 842 metros. A sua construção permitiu desviar o tráfego da cidade, melhorando a mobilidade na região do Algarve. É uma ponte atirantada com uma configuração estrutural mista entre os estilos leque e harpa. Trata-se de uma ponte de suspensão total, sustentada por duas torres em forma de “A”, que suportam os cabos de suspensão.

Características principais:

  • Tipo de ponte: Atirantada (cable-stayed)
  • Configuração dos cabos: Mista entre leque e harpa
  • Torres: Duas torres em forma de “A” com 62 metros de altura
  • Vão central: 256 metros
  • Extensão total: 842 metros
  • Ano de conclusão: 1991
  • Construção: Avanços sucessivos em consola com aduelas de 4 metros
  • Materiais: Betão armado e pré-esforçado, com tirantes de aço de pré-esforço com tripla proteção

Esta ponte foi projetada para resistir a sismos, dada a sua localização numa das zonas de maior risco sísmico em Portugal.




Castelo de Santa Maria da Feira - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado ao Castelo de Santa Maria da Feira integra a série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, e presta homenagem a um dos mais notáveis castelos medievais do país.

Destaques do selo do Castelo de Santa Maria da Feira:

  • Valor facial: 2$50 escudos.
  • Motivo: Representa o Castelo de Santa Maria da Feira, uma fortificação com origens no século XI, que desempenhou um papel estratégico na defesa do território entre o Douro e o Vouga.
  • Localização: Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.
  • Estilo arquitetónico: Arquitetura militar medieval, com torres, muralhas e elementos defensivos que foram sendo ampliados até ao século XVI.
  • Importância histórica: O castelo é um símbolo da identidade local e nacional, tendo sido palco de importantes episódios da história portuguesa, incluindo a defesa contra invasões muçulmanas e castelhanas.
  • Design do selo: A ilustração destaca a silhueta imponente do castelo, com as suas muralhas e torres em destaque, captando a sua robustez e imponência sobre a paisagem envolvente.

Este selo é muito valorizado por colecionadores e entusiastas da história medieval portuguesa, sendo um dos mais representativos da arquitetura militar nacional.

Torre dos Clérigos - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Torre dos Clérigos, no Porto, é um dos mais icónicos da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, e celebra um dos marcos mais reconhecíveis da cidade.

Destaques do selo da Torre dos Clérigos:

  • Valor facial: 2$50 escudos.
  • Motivo: Representa a Torre dos Clérigos, construída entre 1754 e 1763, projetada pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni.
  • Localização: Porto, junto à Igreja dos Clérigos.
  • Estilo arquitetónico: Barroco, com uma verticalidade marcante e decoração elaborada, sendo um dos melhores exemplos do barroco setecentista em Portugal.
  • Altura: Aproximadamente 76 metros, sendo durante muito tempo o edifício mais alto de Portugal.
  • Importância histórica: A torre é um símbolo da cidade do Porto e um ponto de referência para navegadores e visitantes.
  • Design do selo: A ilustração destaca a silhueta esguia da torre, com os seus detalhes arquitetónicos em evidência, contrastando com o céu e a paisagem urbana envolvente.

Este selo é muito valorizado por representar um dos monumentos mais visitados e fotografados de Portugal, sendo também um símbolo da identidade portuense.

Dólmen de Carrazeda de Ansiães - Paisagens e Monumentos de Portugal

 


A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.
O selo dedicado ao Dólmen de Carrazeda de Ansiães faz parte da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, e destaca um dos mais antigos testemunhos da presença humana em território português.

Destaques do selo do Dólmen de Carrazeda:
  • Valor facial: 4$50 escudos.
  • Motivo: Representa um dólmen pré-histórico, também conhecido como anta, situado no concelho de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.
  • Importância arqueológica: Este tipo de monumento megalítico remonta ao Neolítico (cerca de 4000–3000 a.C.) e era utilizado como câmara funerária coletiva.
  • Design do selo: A ilustração mostra o dólmen com as suas lajes verticais e a tampa horizontal (tampa da câmara), destacando-se contra uma paisagem rural, evocando a antiguidade e o mistério das primeiras comunidades humanas da região.
  • Valor simbólico: Este selo celebra o património arqueológico português e a ligação ancestral entre o território e os seus primeiros habitantes.
Este selo é particularmente apreciado por colecionadores e estudiosos da pré-história portuguesa, sendo um dos poucos da série que representa monumentos megalíticos.

terça-feira, 17 de junho de 2025

Janela do Convento de Cristo - Tomar - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Janela do Capítulo do Convento de Cristo, em Tomar, é uma das peças mais marcantes da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, celebrando o esplendor do estilo manuelino.

Destaques do selo da Janela do Convento de Cristo – Tomar:

  • Valor facial: 7$00 escudos.
  • Motivo: Representa a célebre Janela do Capítulo, situada na fachada ocidental da igreja conventual do Convento de Cristo, em Tomar.
  • Estilo arquitetónico: Manuelino, com uma exuberância escultórica única, repleta de elementos náuticos, naturalistas e simbólicos — como cordas, esferas armilares, cruzes da Ordem de Cristo e motivos vegetais.
  • Autor: Atribuída ao arquiteto Diogo de Arruda, é considerada uma das obras-primas da escultura arquitetónica portuguesa.
  • Importância histórica: A janela é um símbolo do poder e da visão imperial de D. Manuel I, refletindo a ligação entre a Ordem de Cristo e os Descobrimentos Portugueses.
  • Design do selo: A ilustração foca-se na monumentalidade e riqueza decorativa da janela, captando a sua tridimensionalidade e complexidade simbólica.
  • Este selo é altamente valorizado por colecionadores e estudiosos, não só pela beleza do monumento que representa, mas também pelo seu profundo significado histórico e artístico.

Arco da Porta Nova - Braga - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado ao Arco da Porta Nova, em Braga, integra a série "Paisagens e Monumentos de Portugal" e destaca um dos marcos mais simbólicos da cidade.

Destaques do selo do Arco da Porta Nova:

  • Valor facial: 4$00 escudos.
  • Motivo: Representa o Arco da Porta Nova, uma das antigas entradas da cidade de Braga, originalmente aberta em 1512 e remodelada em 1772 pelo arquiteto André Soares.
  • Localização: Braga, freguesia de Maximinos, Sé e Cividade.
  • Estilo arquitetónico: Barroco e neoclássico, com uma fachada decorativa voltada para o exterior da cidade e outra mais sóbria voltada para o interior.
  • Importância histórica: O arco simboliza a expansão urbana de Braga para além das muralhas medievais. É também associado à expressão popular “És de Braga?”, usada quando alguém deixa uma porta aberta — uma referência ao facto de o arco nunca ter tido uma porta.
  • Design do selo: A ilustração destaca a fachada barroca do arco, com as suas colunas e frontão ornamentado, captando a elegância e o simbolismo urbano do monumento 1.
  • Este selo é valorizado por representar não só um monumento arquitetónico, mas também um elemento identitário da cultura popular portuguesa.

segunda-feira, 16 de junho de 2025

Aviação Comercial a Jato -

 


Torre de Belém - Paisagens e Monumentos de Portugal

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Torre de Belém é um dos mais emblemáticos da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", refletindo a importância histórica e simbólica deste monumento nacional.

Destaques do selo da Torre de Belém:

  • Valor facial: 1$50 escudos.
  • Motivo: Representa a Torre de Belém, construída no início do século XVI, durante o reinado de D. Manuel I, como parte do sistema defensivo da barra do Tejo.
  • Localização: Lisboa, na margem norte do rio Tejo.
  • Estilo arquitetónico: Manuelino, com elementos góticos e influências mouriscas, visível nas janelas rendilhadas, cordas esculpidas em pedra e elementos náuticos.
  • Importância histórica: A torre é um símbolo dos Descobrimentos Portugueses e Património Mundial da UNESCO desde 1983.
  • Design do selo: A ilustração apresenta a torre com destaque para a sua silhueta fortificada e ornamentada, com o rio Tejo ao fundo, evocando o seu papel histórico como ponto de partida das naus portuguesas.

Este selo é um dos mais reconhecíveis da série, tanto pela beleza do monumento como pelo seu significado nacional.

Aeroporto de Faro - Homenagem ao Emigrante

 


Ponte sobre o Rio Lima - Paisagens e Monumentos de Portugal


A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Ponte sobre o Rio Lima, incluído na série "Paisagens e Monumentos de Portugal" dos anos 70, presta homenagem a um dos mais icónicos símbolos de Ponte de Lima, considerada a vila mais antiga de Portugal.

Destaques do selo da Ponte sobre o Rio Lima:

  • Valor facial: 2$00 escudos.
  • Motivo: Representa a ponte medieval de Ponte de Lima, que cruza o rio Lima e é composta por dois troços distintos — um romano e outro gótico.
  • Localização: Ponte de Lima, distrito de Viana do Castelo.
  • Importância histórica: A ponte foi um ponto estratégico na antiga via romana Bracara Augusta – Asturica Augusta, e é um dos mais bem preservados exemplos de arquitetura civil e militar da Idade Média em Portugal.
  • Design do selo: A imagem destaca os arcos de pedra da ponte refletidos nas águas do rio, com um enquadramento que valoriza a harmonia entre a engenharia antiga e a paisagem natural envolvente.
  • Este selo é particularmente apreciado por representar não só um monumento, mas também um símbolo identitário da região do Minho.
A Ponte de Ponte de Lima é na verdade composta por duas secções distintas: uma romana e outra medieval. A secção romana, que fazia parte da Via XIX, foi construída provavelmente no século I. A secção medieval, com características góticas, foi construída no século XIV, após o leito do rio ter sido alterado. 

Aquedutos das Águas Livres - Monumentos e Paisagens de Portugal

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado ao Aqueduto das Águas Livres faz parte da emblemática série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida entre 1972 e 1981.

Destaques do selo do Aqueduto das Águas Livres:

  • Valor facial: $05 (cinco centavos de escudo).
  • Motivo: Representa o Aqueduto das Águas Livres, uma das maiores obras de engenharia hidráulica do século XVIII em Portugal.
  • Localização: Lisboa.
  • Importância histórica: Construído entre 1731 e 1799, o aqueduto foi essencial para o abastecimento de água à cidade de Lisboa e é notável pela sua arcaria monumental, especialmente o troço sobre o Vale de Alcântara, com arcos que chegam a 65 metros de altura.
  • Estilo arquitetónico: Barroco, com traços de engenharia militar.
  • Design do selo: A ilustração foca-se na arcaria do aqueduto, destacando a sua imponência e elegância estrutural, símbolo da engenharia portuguesa do período pombalino.
  • Este selo, apesar de ter um valor facial baixo, é altamente simbólico e representa um marco da infraestrutura urbana e da história de Lisboa.

Misericórdia de Viana - Paisagens e Monumentos de Portugal

 


A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.
O selo dedicado à Misericórdia de Viana do Castelo integra a série "Paisagens e Monumentos de Portugal" e foi emitido em 1972, destacando um dos edifícios mais emblemáticos da cidade.

Destaques do selo da Misericórdia de Viana do Castelo:
  • Valor facial: 3$00 escudos.
  • Ano de emissão: 1972.
  • Motivo: Representa a Igreja da Misericórdia, uma joia do renascimento português, situada no centro histórico de Viana do Castelo.
  • Estilo arquitetónico: Renascentista com elementos maneiristas, notável pela sua fachada de três andares com colunas jónicas e varandas trabalhadas.
  • Importância histórica: Construída no século XVI, a igreja é parte integrante do complexo da Santa Casa da Misericórdia e reflete a riqueza artística e religiosa da cidade.
  • Design do selo: A ilustração foca-se na fachada ornamentada da igreja, captando a sua simetria e elegância arquitetónica 1 2.
  • Este selo é particularmente valorizado por colecionadores pela sua beleza gráfica e pela representação de um monumento de grande valor artístico e cultural.

Domus Municipalis de Bragança - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Domus Municipalis de Bragança na série "Paisagens e Monumentos de Portugal" é uma das peças mais notáveis da emissão, destacando um monumento único na arquitetura civil românica da Península Ibérica.

Destaques do selo da Domus Municipalis:

  • Valor facial: 1$00 escudo.
  • Motivo: Representa a Domus Municipalis, um edifício do século XII/XIV, situado em Bragança, que serviu como cisterna e mais tarde como sede do poder municipal.
  • Importância histórica: É o único exemplar conhecido de arquitetura civil românica na Península Ibérica, classificado como Monumento Nacional desde 1910.
  • Design do selo: A ilustração mostra a estrutura pentagonal irregular do edifício, com destaque para as suas pequenas janelas em arco e o telhado de cinco águas, captando a sua singularidade arquitetónica.
  • Função original: Provavelmente construída como cisterna, foi posteriormente usada como sala de reuniões dos “homens-bons” da cidade, ou seja, como Casa da Câmara.
Este selo é valorizado tanto pelo seu valor artístico como pela representação de um monumento raro e emblemático da história municipal portuguesa.

Mosteiro de Leça do Bailio - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado a Leça do Bailio na emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal" foi lançado com um valor facial de 6$00 escudos.

Destaques do selo de Leça do Balio:

  • Valor facial: 6$00.
  • Motivo: Representa o Mosteiro de Leça do Bailio, um dos mais importantes monumentos medievais do norte de Portugal.
  • Localização: Matosinhos, distrito do Porto.
  • Importância histórica: O mosteiro foi sede da Ordem dos Hospitalários em Portugal e desempenhou um papel relevante na história religiosa e militar do país.
  • Estilo arquitetónico: Gótico, com elementos românicos, refletindo a transição entre estilos e a importância estratégica do local.
  • Design do selo: A ilustração destaca a imponência da fachada do mosteiro, com traços detalhados que capturam a sua robustez e beleza arquitetónica.
Este selo é particularmente apreciado por colecionadores pela sua representação de um monumento menos conhecido, mas de grande valor histórico e artístico.

Cabo Girão - Paisagens e Monumentos de Portugal


A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O Cabo Girão, um dos pontos turísticos mais impressionantes da Madeira, foi homenageado na emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal" com um selo de 10$00.

Destaques do selo do Cabo Girão:

  • Valor facial: 10$00 escudos.
  • Ano de emissão: Dentro do período da série, entre 1972 e 1981.
  • Descrição visual: O selo apresenta uma ilustração do imponente promontório do Cabo Girão, conhecido pelas suas falésias vertiginosas com cerca de 580 metros de altura, uma das mais altas da Europa.
  • Importância: Este selo destaca a beleza natural da Madeira e a sua relevância como destino turístico e paisagístico de Portugal.
  • Impressão: Produzido pela Casa da Moeda, como os restantes da série, com grande atenção ao detalhe artístico.

Obliteração: Marca de dia CTT - Câmara de Lobos - 06/12/1972

Postal: Edição Francisco Ribeiro

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

Inauguração do Edifício dos Correios - Coimbra


 Emissão: Portugal, emissão Adesão de Portugal e Espanha à CEE - 1986

Obliteração: Carimbo comemorativo "Inauguração do Edifício dos Correios" - Coimbra - 08/04/1988

Postal: Edição CTT

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Campos de Ceifa no Alentejo / Sé Catedral de Évora / Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção

 


Mais conhecida por Catedral de Évora ou Sé de Évora, o seu verdadeiro nome é Basílica Sé de Nossa Senhora da Assunção. É a maior catedral medieval de Portugal e não tem paralelo no resto do país.

A Sé de Évora “protege” a cidade desde a parte mais alta, o lugar escolhido para outros edifícios icónicos de Évora como o Templo Romano de Évora (Templo de Diana), o Museu de Évora ou o Centro de Arte e Cultura Eugénio de Almeida.

Mas vamos à catedral. Para lá chegar, só tem que subir a Rua 5 de outubro, uma das melhores para comprar artesanato alentejano. A Catedral de Évora, cuja construção foi iniciada em 1186 e consagrada em 1204, foi concluída apenas em 1250. É um monumento fascinante e imponente. Toda em granito, é marcada pela transição do estilo românico para o estilo gótico.

Foi melhorada durante os séculos XV e XVI, sendo dessa época o coro-alto, o púlpito, o batistério e o arco da Capela de Nossa Senhora da Piedade ou capela do Esporão (1529). Esta capela da Sé de Évora é um testemunho invulgar de arquitetura híbrida plateresca.

No século XVIII, a Catedral tornou-se mais rica com a construção da capela-mor, apadrinhada por D. João V. Aqui, os mármores provenientes de Estremoz assumem particular importância na surpreendente conjugação com a rigidez das linhas romano-góticas.

Podem também contemplar-se naquela capela um lindíssimo Crucifixo, chamado Pai dos Cristos, que se encontra por cima da pintura de Nossa Senhora da Assunção; estátuas alegóricas dos bustos de São Pedro e São Paulo; e um espetacular órgão de tubos do período renascentista.

Podem ver-se duas torres do período medieval de cada um dos lados da fachada da Sé de Évora. A torre do lado sul é a torre sineira, aquela cujos sinos mandam no tempo da cidade. De cada um dos lados do seu portal existem espetaculares esculturas de Apóstolos, do século XIV, da autoria de Mestre Pêro.

No exterior da Catedral de Évora, no entanto, o zimbório é o elemento arquitetónico mais espetacular. A torre-lanterna do cruzeiro das naves, do reinado de D. Dinis, coroado por uma agulha de escamas de pedra é de facto o ex-libris deste monumento.

Para além da entrada do pórtico principal, há ainda a Porta do Sol, com arcos góticos, e a Porta Norte, reconstruída no período barroco.

A imponência da Sé de Évora pode ver-se também nas três grandes naves no seu interior. Na mais alta das três, a nave central, encontra-se o altar de Nossa Senhora do Anjo (ou Nossa Senhora do Ó). Todo ele em talha barroca, com imagens góticas da Virgem Maria em mármore e do Anjo Gabriel. Também na nave central, podem admirar-se o púlpito e um lindíssimo órgão de tubos do período renascentista.

As antiquíssimas Capelas de São Lourenço e do Santo Cristo e as Capelas das Relíquias e do Santíssimo Sacramento, decoradas com adornos de talha dourada, abrem-se no transepto. Aqui, no topo norte, encontra-se o espetacular portal renascentista da Capela dos Morgados do Esporão.

Junto à entrada, na nave esquerda, abre-se o batistério, fechado por belas grades férreas renascentistas. Nos claustros, do século XIV, podem ver-se estátuas dos Evangelistas em cada canto. O claustro da Catedral de Évora, belo testemunho gótico, é engrandecido pela capela funerária do seu fundador, o Bispo D. Pedro. O seu túmulo gótico ainda aí se encontra. Recentemente, os túmulos dos Arcebispos de Évora falecidos no século XX foram também colocados no claustro.

O coro é do período manuelino. Tem um valioso cadeiral quinhentista de madeira de carvalho, com desenhos flamengos esculpidos, retratando cenas mitológicas, naturalistas e rurais.

A Sé Catedral de Évora inclui ainda um Museu de Arte Sacra com um espólio valiosíssimo nas áreas da paramentaria, pintura, escultura e ourivesaria. De entre as várias peças aqui guardadas destacam-se uma Virgem do Século XIII (Nossa Senhora do Paraíso), a Cruz-Relicário do Santo Lenho (século XIV), o Báculo do Cardeal D. Henrique e a galeria dos Arcebispos. Este Museu encontra-se instalado no antigo Colégio dos Moços do Coro da Sé, edifício adjacente à catedral.

Texto retirado da página web: https://www.visitevora.net/se-catedral-evora/

EB 1 de Estoi - Antiga Escola Visconde de Estoi - 75 anos

 


 EB 1 de Estoi - Um pouco da sua história

Apesar do no início da década de 30 o governo reduzir o tempo de ensino obrigatório de 4 para 3 anos (Dec. N.º 18 140, de 28 de Março de 1930), verifica-se também que o governo na sua ação deu especial atenção para a construção de escolas, independentemente do objetivo politico que se pretendia atingir. Para concretizar esta linha politica, a 30 de Setembro de 1932 foi publicado o decreto n.º 21 697 que regulamentava a atribuição de subsídios para a construção de edifícios escolares, processos de assistência técnica e administração das obras. É neste sentido que o Governo consulta todas as Autarquias, no sentido de averiguar se era possível levarem a efeito obras para a construção de escolas sendo que o estado poderia comparticipar as respetivas obras até 50% do seu valor. É neste enquadramento que em meados de 1934, se iniciam contatos com o Ministério da Instrução Pública no sentido de levar a cabo a construção de duas escolas em Estoi. “Possui esta Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Estoi a importância de setenta mil escudos, os quais destina à construção de um ou dois edifícios escolares conforme as instâncias competentes o decidirem, mas de modo a ficar a freguesia com instalações para seis lugares de professor; provem a referida importância do legado do Visconde de Estoi, que por disposição testamentária determinou que fosse aplicada na construção de escolas; é insuficiente o actual número de professores – três, sendo dois para o sexo masculino e um para o feminino – em serviço nesta freguesia, e muito deficiente a instalação das actuais escolas; há muito tempo que esta Comissão Administrativa dispõe da supra referida importância, e deseja, como convém ao povo de Estoi e ao cumprimento das obrigações desta Comissão Administrativa, dar início, mediante comparticipação do Estado, à construção do edifício ou dos edifícios escolares. Por tais motivos, vem esta Comissão Administrativa rogar a V. Ex.ª se digne a informar quanto à repartição a que se deve dirigir para obter a respetiva planta e o mais que for necessário à organização do processo em que esta Comissão Administrativa pretende solicitar a comparticipação do Estado.” Várias foram as diligências tomadas no sentido de construir duas escolas na aldeia de Estoi, sendo que em 1936 foi um ano decisivo para poder levar avante o projeto de construção da escola, nomeadamente a Junta teve de adquirir um terreno com 1068 m2 para construir a escola terreno esse que foi vendido pelo Presidente da Comissão Administrativa Joaquim Belchior, pelo valor de 8000$00.

Ainda no mês de Agosto (a 25 de Agosto de 1936) o Governador Civil do Distrito de Faro através de ofício, informa a Junta de Freguesia que apesar da mesma insistir na comparticipação 50% do Estado no valor das duas escolas (76.200$00 [escola de 4 salas] e 49.600$00 [escola de duas salas]), o parecer do Ministério de Educação Nacional era de um edifício de 4 salas. O edifício a construir decorreu dos projetos regionalizados de escolas primárias apresentados pelos Arquitetos Raul Lino e Rogério de Azevedo entre 1933 e 1935 (Beja, 1990), sendo que a solução escolhida para Estoi foi a do Arqt.º Raul Lino edifício Tipo Algarve – 4 salas. 3 Fig. 1: Desenho do edifício Fig. 2: Planta Rés do Chão Fig. 3: Planta 1.º Andar

No entanto, e de acordo com Beja (1990) verifica-se que antes de chegar a esta conclusão ainda esteve em estudo a construção em Estoi de uma escola Projeto Tipo III – Centro para a escola feminina de Estoi. (Fig. 4) Conforme parecer do Ministério da Educação Nacional, em Setembro de 1936 é coloca- do a concurso a construção da escola em Estoi pelo valor de 47.750$00, tendo assumido essa obra José do Serro Junior e Oscar Serafim Paulo. Destaque-se que a 24 de Fevereiro de 1937 foi comparticipado pelo Fundo de Desemprego 20.000$00 para a obra de “Construção de um edifício escolar de 4 aulas em Estoi”. Contudo, verifica-se que a 24 de Fevereiro de 1938 a Direção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais solicitava esclarecimento à Comissão Administrativa da Junta de Freguesia de Estoi se “está ou não habilitada a comparticipar com os 50% restantes, ou seja com a importância de 25.500$00 a fim de, em caso afirmativo, se poder promover a concessão de comparticipação igual por parte do Estado”. Porém, verificou-se que após a Comissão Administrativa ter comparticipado o valor solicitado a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais propôs-se a comparticipar nesse ano somente 10.000 $00, logo que “os materiais em deposito e os trabalhos executados perfaçam valor equivalente”, sendo que essa proposta criou algum mal-estar entre as referidas instituições. No entanto, de acordo com ofício da Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais datado de 26 de Dezembro de 1938, verifica-se a Comissão Administrativa da Junta de Freguesia se comprometeu a concluir todos os trabalhos do edifício escolar pela importância de 51.000$00. Durante o ano de 1939, as obras decorreram dentro da normalidade, no entanto existi- ram vários problemas técnicos com a instalação da fossa, porém, em Setembro de 1939 encontravam-se em fase adiantada, sendo que a Junta de Freguesia solicita a criação de mais 1 lugar de professora para a escola feminina. 4 Fig. 4: Alçado principal

Por fim, a 22 de Setembro de 1939 a Junta de Freguesia recebe o ofício n.º 1466 da Direção dos Edifícios do Sul no qual o Engenheiro Diretor Humberto Mendes Correa informava que iria providenciar que o edifício fosse entregue, informando ainda que o Estado iria abonar a restante comparticipação. No entanto, contrariamente ao estipulado no Decreto n.º 20 433 de 16 de Outubro de 1931 refere no art.º 1.º que “em todos os edifícios dos estabelecimentos dependentes do Ministério da Instrução Pública que tenham sido adquiridos, construídos ou ampliados após 28 de maio de 1926, será aposta na fachada principal, embebida no reboco da alvenaria, uma placa de mármore, de modelo uniforme, com a seguinte inscrição gravada (…) Edifício adquirido sob o Governo da Ditadura Nacional. Ano de 19…”, (sendo que posteriormente essas placas foram substituídas por placas que referiam “construído”, “concluído” ou “ampliado” de acordo com os casos) a Escola de Estoi presentemente não tem qualquer placa de data de construção, existindo somente uma inscrição na calçada na frente da escola que refere “Escolas Vis- conde de Estoi”. A Escola iniciou aulas no ano letivo 1939/40, contudo a essa data ainda não dispunha de cantina, sendo que foram necessários aproximadamente 30 anos para se proceder à construção da cantina, sendo de 21/07/1970 a memória descritiva da mesma. Fig. 5: Fotografia da Escola antes da década de 70

O auto de entrega da obra foi de 20/12/1971, sendo que durante essa obra foi ainda contemplado a construção do portão lateral de cargas e descargas. As seguintes obras que o edifício escolar sofreu datam de 1977: construção das escadas para o 1.º andar em alvenaria (até essa data eram em madeira), casas de banho, muros, alpendre, janelas na parte posterior da escola, pavimentos e construção de uma zona de trabalhos manuais em cada uma das salas. Esta obra inicialmente tinha o prazo de um ano contudo o seu prazo foi alongado tendo havido 3 prorrogações, datando a última de 31/03/1979. Saliente-se que durante este período de obras, três das turmas transita- ram para um edifício na Rua Visconde de Estoi, e uma ficou na cantina da Escola, nomeadamente a turma cuja titular de turma era a Prof.ª Eurídice. 6 Fig. 6: Alçado principal e posterior da cantina da escola Fig. 7: Alçado lateral e posterior da indicando algumas das zonas que sofreram alterações Fig. 9: Fachada do edifício que albergou a escola de 1977 a 1979

No ano de 1990 surgiu outra alteração ao espaço escolar tendo sido solicitado a 17/12/1990 a construção de uma sala de ensino especial, sendo que a mesma foi autorizada e foi construída ao lado da cantina nas traseiras do edifício principal. Refira-se ainda que durante a década de 80 foi instalado na lateral do edifício um parque infantil, que servia quer os alunos quer outras crianças, pois a escola não se encontrava vedada. Esse parque viria a ser desativado na década de 90 e viria a ser construído novo parque infantil em 2007 nas traseiras do edifício principal e em frente à sala de educação especial (que à data já era uma sala de aula do ensino regular). Atualmente o edifício da Escola de Estoi pertence à Junta de Freguesia de Estoi após deliberação de Câmara datada de 12/12/2012. 

Referências Bibliográficas:

Beja F., Serra J., Machás E. & Saldanha I. (1990). Muitos anos de escolas - Edifícios para o ensino infantil e primário até 1941, Vol. I: Ministério da Educação. Lisboa

Malobbia P. (2009). Estoi, identidade e transformação. Câmara Municipal de Faro. Faro 7 Fig. 8: Alçado Principal sala educ. especial


Chafariz da Praça da República em Viana do Castelo - Praça da República (antiga Praça da Rainha)

 

A Praça da República é, há já quinhentos anos, o centro cívico da cidade. Os edifícios do topo nascente da praça rainha constituem um emblemático tríptico monumental de elevado valor arquitetónico: o elegante chafariz ao centro, ladeado pelo edifício da Misericórdia e os Antigos Paços do Concelho, cuja construção teve lugar na primeira metade do século XVI.

Texto retirado da página web da Câmara Municipal de Viana do Castelo

sábado, 2 de novembro de 2024

Mosteiro de Alcobaça (1153) - Paisagens e Monumentos de Portugal


Fundado em 1153 pelo primeiro Rei de Portugal, D. Afonso Henriques, e derradeira fundação da Ordem de Cister em vida de São Bernardo de Claraval, o Mosteiro de Alcobaça é um dos mais completos e mais bem preservados conjuntos arquitetónicos cistercienses subsistentes em toda a Europa. Detentora de um vasto território com cerca de 440 km 2 (os famosos Coutos alcobacenses) e protegida pela monarquia portuguesa ao longo dos séculos, a «Real Abadia» de Alcobaça tornou-se locus sepulcral dos reis D. Afonso II e D. Afonso III, e das rainhas D.ª Urraca e D.ª Beatriz, bem como do Rei D. Pedro I e de D.ª Inês de Castro, cuja trágica estória se imortalizou nos seus magníficos túmulos. O Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça foi construído entre os séculos xii e xv, conforme o projeto da sua abadia mãe, Claraval. Na sequência da criação da Congregação Autónoma de Portugal (1567), momento em que se torna a «cabeça» dos cistercienses portugueses, e em virtude de novas necessidades espácio-funcionais e critérios estéticos, o mosteiro sofre significativas ampliações arquitetónicas (séculos XVI a XVIII), destacando-se a construção do Paço Abacial e Hospedaria, da Cozinha, da Sala dos Reis, do Claustro do Cardeal, da Capela Relicário e da Capela do Desterro, obra-prima do Barroco português. Particular referência merece a reformulação da fachada (símbolo do poder da novel congregação), que ostenta esculturas em mármore de Carrara, italianas, representando Santa Maria, São Bento e São Bernardo. Após a extinção das ordens religiosas em Portugal (1834), o mosteiro integrou os bens da Coroa e, desde então, é propriedade do Estado português, sendo tutelado pelo Ministério da Cultura, através da Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E. Durante a 2.ª metade do século XIX e inícios do século XX sofreu vicissitudes várias, mas manteve intacta a sua unidade e integridade, tendo sido alvo de uma campanha de restauro em «Unidade de Estilo» (meados do século XX), protagonizada pela extinta DGEMN, a qual lhe «devolveu» a sua imagem original. Em 1989, o Mosteiro de Alcobaça foi inscrito na Lista do Património Mundial da Humanidade da UNESCO, por ter sido considerado uma Obra-prima do Génio Criador Humano (critério I), pela arquitetura da igreja, exemplo perfeito da estética cisterciense e da espiritualidade de São Bernardo de Claraval, e pelos túmulos de D. Pedro I e de D.ª Inês de Castro, expoentes máximos da escultura tumular em Portugal, e (critério IV) por ser um exemplo absolutamente extraordinário de um grande estabelecimento medieval, preservando a maior parte dos lugares regulares primitivos e edifícios posteriores, bem como um engenhoso sistema hidráulico. Durante os seus mais de 700 anos de existência, a Abadia de Alcobaça foi um dos mais florescentes centros europeus de produção e irradiação de Cultura: embora respeitando a Unidade do «Mundo cisterciense», os monges alcobacenses desenvolveram uma Identidade própria, de que é expressão máxima a sua arquitetura, nomeadamente, na adoção de soluções construtivas únicas na Europa coeva (como as três naves da igreja à mesma altura), e os manuscritos produzidos no seu Scriptorium, conservados na Biblioteca Nacional de Portugal. Hoje, mantendo o Espírito do lugar e a sua vocação cultural, o Mosteiro de Alcobaça atrai visitantes de todo o mundo, assumindo-se como um palco para a celebração da diversidade cultural e um lugar de diálogo para a Paz. Preservar e comunicar o seu Valor Universal Excecional, no presente e para o futuro, constitui a nossa missão.

Ana Pagará (Diretora do Mosteiro de Alcobaça.)

Texto retirado: Pagela Anunciadora de emissão Mosterio de Alcobaça - 2024