domingo, 22 de junho de 2025

Monumentos Megalíticos de Alcalar - Arqueologia em Portugal

 


A emissão filatélica "Arqueologia em Portugal", colocada em circulação pelos CTT a 21 de setembro de 2011, foi concebida para homenagear e divulgar o vasto património arqueológico nacional. Através de cinco selos, esta emissão destaca sítios emblemáticos que representam diferentes períodos da história de Portugal, desde a pré-história até à época romana. Os locais escolhidos foram a Citânia de Briteiros, um povoado da cultura castreja; Foz Côa, com as suas gravuras rupestres paleolíticas classificadas como Património Mundial; Conímbriga, uma das mais importantes cidades romanas do território português; Milreu, uma villa romana no Algarve com vestígios de templos e mosaicos; e Alcalar, um complexo megalítico pré-histórico. Com design de José Brandão e Susana Brito, os selos apresentam imagens que evocam a riqueza histórica e estética destes locais, reforçando a importância da sua preservação e valorização. Esta emissão procurou sensibilizar o público para a relevância da arqueologia na construção da identidade cultural portuguesa.

O selo dedicado a Alcalar, incluído na emissão "Arqueologia em Portugal" lançada pelos CTT a 21 de setembro de 2011, presta homenagem a um dos mais importantes complexos megalíticos do sul de Portugal. Localizado no concelho de Portimão, o sítio arqueológico de Alcalar remonta ao 3.º milénio a.C., sendo composto por várias sepulturas monumentais, incluindo tholoi (túmulos com câmara circular e corredor), que testemunham práticas funerárias e sociais das comunidades pré-históricas.

O selo apresenta uma imagem evocativa de uma das estruturas tumulares mais emblemáticas do local, destacando a arquitetura em pedra e o ambiente árido e ancestral da região. O design, da autoria de José Brandão e Susana Brito, procura transmitir a imponência e o mistério deste sítio pré-histórico, reforçando a sua importância no contexto da arqueologia portuguesa.

Ruínas de Conímbriga - Arqueologia em Portugal

 


A emissão filatélica "Arqueologia em Portugal", colocada em circulação pelos CTT a 21 de setembro de 2011, foi concebida para homenagear e divulgar o vasto património arqueológico nacional. Através de cinco selos, esta emissão destaca sítios emblemáticos que representam diferentes períodos da história de Portugal, desde a pré-história até à época romana. Os locais escolhidos foram a Citânia de Briteiros, um povoado da cultura castreja; Foz Côa, com as suas gravuras rupestres paleolíticas classificadas como Património Mundial; Conímbriga, uma das mais importantes cidades romanas do território português; Milreu, uma villa romana no Algarve com vestígios de templos e mosaicos; e Alcalar, um complexo megalítico pré-histórico. Com design de José Brandão e Susana Brito, os selos apresentam imagens que evocam a riqueza histórica e estética destes locais, reforçando a importância da sua preservação e valorização. Esta emissão procurou sensibilizar o público para a relevância da arqueologia na construção da identidade cultural portuguesa.

O selo dedicado às Ruínas de Conímbriga na emissão "Arqueologia em Portugal", lançada pelos CTT a 21 de setembro de 2011, integra uma série de cinco selos que celebram importantes sítios arqueológicos nacionais. Este selo destaca a antiga cidade romana de Conímbriga, situada perto de Coimbra, conhecida pelos seus bem preservados mosaicos, termas, casas e muralhas.

O design do selo, da autoria de José Brandão e Susana Brito, apresenta uma imagem evocativa das ruínas, com especial atenção aos detalhes arquitetónicos e artísticos que caracterizam o local. A imagem escolhida transmite a grandiosidade e sofisticação da ocupação romana, sublinhando a importância de Conímbriga como um dos mais relevantes testemunhos da presença romana em Portugal.

Ruínas de Conímbriga - 7 Maravilhas de Portugal



A emissão filatélica "7 Maravilhas de Portugal" foi lançada em 2007 pelos CTT – Correios de Portugal, celebrando os sete monumentos eleitos como as maiores maravilhas do património nacional português.

O selo dedicado às Ruínas de Conímbriga, incluído na emissão filatélica das "7 Maravilhas de Portugal" de 2007, destaca um dos mais importantes sítios arqueológicos romanos em território português. Embora Conímbriga não tenha sido uma das sete vencedoras finais, foi um dos 21 monumentos finalistas da votação nacional, o que lhe garantiu um lugar na coleção especial de selos emitida pelos CTT.

Destaques do selo das Ruínas de Conímbriga:

  • Imagem: O selo apresenta uma vista das ruínas romanas, com destaque para os mosaicos bem preservados e estruturas arquitetónicas como colunas e vestígios de casas e termas.
  • Valor facial: €0,30 (como os restantes da coleção)
  • Design: Inclui o nome “Conímbriga” e o logótipo da iniciativa “7 Maravilhas de Portugal”
  • Contexto histórico: Conímbriga foi uma cidade florescente durante o Império Romano, habitada desde a Idade do Cobre e ativa até pelo menos o século IX

1.º Centenário da elevação a Cidade da Figueira da Foz

 


A emissão filatélica "1.º Centenário da Elevação a Cidade da Figueira da Foz" foi lançada pelos CTT a 24 de fevereiro de 1982, para assinalar os 100 anos da elevação da Figueira da Foz à categoria de cidade. Composta por dois selos, esta emissão destaca elementos simbólicos da identidade local. O primeiro selo, com o valor facial de 10$00, representa o Pelourinho e o Forte de Santa Catarina, dois marcos históricos que evocam a fundação e a defesa da cidade. O segundo selo, de 19$00, ilustra a ponte e a construção naval, refletindo a importância da Figueira da Foz como centro portuário e industrial. Os selos foram desenhados por Alberto Cardoso, impressos com tarja fosforescente, e apresentam dimensões de 25,5 x 40,5 mm, com denteado 13¼ x 13¼. Esta emissão celebra o desenvolvimento urbano, económico e cultural da cidade ao longo de um século, reforçando a sua relevância no contexto regional e nacional.

Piodão - Aldeias Históricas de Portugal

 


A emissão filatélica "Aldeias Históricas de Portugal", colocada em circulação a 8 de julho de 2005 pelos CTT – Correios de Portugal, celebra o património arquitetónico, cultural e paisagístico de algumas das mais emblemáticas aldeias históricas do país. Esta emissão insere-se num esforço de valorização e promoção do interior de Portugal, destacando localidades com forte identidade histórica e relevância patrimonial.

O selo de €0,57 dedicado a Piódão integra uma emissão filatélica dos CTT que homenageia aldeias históricas e patrimónios rurais de Portugal. Este selo destaca a aldeia de Piódão, situada na Serra do Açor, no concelho de Arganil, e é conhecida pelo seu traçado pitoresco, com casas de xisto e telhados de lousa, perfeitamente integradas na encosta da serra.

Síntese do selo:

  • Valor facial: €0,57
  • Tema: Aldeia de Piódão
  • Motivo: Valorização do património arquitetónico e cultural das aldeias históricas portuguesas
  • Características visuais: Representa a paisagem típica da aldeia, com as suas casas em xisto, ruas estreitas e a envolvência natural da serra
  • Objetivo da emissão: Promover o turismo cultural e a preservação das tradições e da arquitetura rural portuguesa

Este selo é um tributo à autenticidade e beleza de Piódão, frequentemente apelidada de “aldeia presépio”, e reforça o papel da filatelia na valorização do património nacional. 

Pelourinho Bragançano, Bragança - Pelourinhos de Portugal

 

A emissão filatélica "Pelourinhos de Portugal", colocada em circulação a 19 de setembro de 2001 pelos CTT – Correios de Portugal, presta homenagem a um dos elementos mais simbólicos da história administrativa e judicial portuguesa: o pelourinho. Estes monumentos em pedra, erguidos geralmente em praças centrais, simbolizavam a autonomia municipal e a autoridade judicial concedida pelo rei às vilas e cidades.

A emissão é composta por uma folha miniatura com vários selos, cada um representando diferentes pelourinhos de várias regiões do país, destacando a diversidade estilística e a riqueza escultórica destas estruturas. Através desta série, os CTT celebram o património arquitetónico e histórico português, promovendo a valorização da memória local e da identidade municipal.

O selo dedicado ao Pelourinho Bragançano, incluído na emissão "Pelourinhos de Portugal" lançada a 19 de setembro de 2001, presta homenagem a um dos mais singulares e simbólicos monumentos de justiça e autonomia municipal em Portugal. Com um valor facial de 53$00 (0,26€) e uma tiragem de 200.000 exemplares, este selo foi desenhado por Luiz Duran e impresso pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM).

O Pelourinho de Bragança, situado na cidade de Bragança, destaca-se pela sua originalidade arquitetónica. Assenta sobre um berrão lusitano — uma escultura proto-histórica zoomórfica — atravessado por uma coluna cilíndrica. O capitel é decorado com carrancas zoomórficas e figuras em relevo, sendo rematado por um "sileno" sentado, que segura o escudo da cidade. Esta composição invulgar reflete influências românicas e manuelinas, e simboliza a autoridade régia e a autonomia judicial da cidade, especialmente após a concessão do foral manuelino no século XVI.

Este selo valoriza não só o património arquitetónico de Bragança, mas também a riqueza simbólica e histórica dos pelourinhos portugueses enquanto marcos de identidade local e de poder municipal.

Azenha temporária / Douro - Lubrapex 86 - Azenhas

 

A emissão filatélica "Lubrapex 86 – Azenhas", lançada em 1986, integrou-se na exposição filatélica LUBRAPEX 86, uma mostra conjunta entre Portugal e o Brasil. Esta emissão teve como tema central as azenhas, pequenas estruturas hidráulicas tradicionais utilizadas para moer cereais, que fazem parte do património rural e cultural português.

O selo de 22$50 da emissão "Lubrapex 86 – Azenhas", lançado a 7 de novembro de 1986, representa uma azenha temporária do Douro. Esta peça filatélica integra uma série dedicada às azenhas tradicionais portuguesas, no âmbito da exposição LUBRAPEX 86, que celebrou o património cultural partilhado entre Portugal e o Brasil.

Destaques do selo:
  • Valor facial: 22$50
  • Tema: Azenha temporária do Douro
  • Autor: Luiz Duran
  • Dimensões: 40 x 30,6 mm
  • Denteado: 12 x 12½
  • Impressor: Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM)
  • Tiragem: 1.000.000 exemplares
  • Primeiro dia de circulação: 7 de novembro de 1986
  • Incluído no bloco filatélico de 212$50, lançado a 21 de novembro de 1986
Este selo destaca uma forma tradicional de aproveitamento da força da água para moer cereais, típica das margens do Douro, refletindo a engenhosidade popular e a adaptação ao meio natural. 

Praça de Monção / 4.ª Mostra de Filatelia e Maximafilia - Engenharia Militar

 

A emissão filatélica "350 Anos da Engenharia Militar" foi colocada em circulação a 28 de janeiro de 1998 pelos CTT – Correios de Portugal, para assinalar a longa e distinta história da engenharia militar portuguesa. A emissão é composta por quatro selos, cada um representando uma praça militar e um oficial engenheiro de diferentes épocas, refletindo a evolução da engenharia militar ao longo dos séculos.

Selos da emissão:

  • 50$00 – Praça de Almeida, oficial engenheiro, 1848 (tiragem: 1.000.000 exemplares)
  • 80$00 – Praça de Miranda do Douro, oficial engenheiro, 1834 (tiragem: 500.000 exemplares)
  • 100$00 – Praça de Monção, oficial engenheiro, 1797 (tiragem: 500.000 exemplares)
  • 140$00 – Praça de Elvas, oficial engenheiro, 1806 (tiragem: 300.000 exemplares)

Detalhes técnicos:

  • Autor: Vítor Santos
  • Impressor: Litografia Maia
  • Dimensões: 40 x 30,6 mm
  • Denteado: 12 x 12 ½
  • Formato especial: Carteiras com uma série de selos, denteados lateralmente e guilhotinados em cima e em baixo (tiragem: 50.000)

Esta emissão presta homenagem ao papel fundamental da engenharia militar na defesa do território nacional, na construção de fortificações e infraestruturas estratégicas, e na formação técnica e científica dos seus quadros ao longo de 350 anos de história. 

Os Amigos da Filatelia: FDC e postal máximo da emissão filatélica “Cafés Históricos Café Aliança"

Os Amigos da Filatelia: FDC e postal máximo da emissão filatélica “Cafés ...: Caros leitores, aqui vos deixamos um FDC (sobrescrito de 1.º dia de circulação) e postal máximo da emissão filatélica “Cafés Histórico...

A emissão filatélica "Cafés Históricos – 2.º Grupo" celebra a importância cultural e social dos cafés em Portugal, não apenas como locais de consumo, mas como espaços de convivência, reflexão e identidade nacional. Lançada como continuação de uma série dedicada a estes estabelecimentos emblemáticos, esta emissão destaca o papel dos cafés na vida quotidiana portuguesa, onde “tomar um café” é muito mais do que um simples ato — é um ritual profundamente enraizado no imaginário coletivo.

A emissão homenageia cafés históricos que marcaram a vida social, cultural e política do país, especialmente entre meados do século XIX e o início do século XX. Estes espaços tornaram-se verdadeiros salões públicos, onde se cruzavam escritores, artistas, políticos e cidadãos comuns, partilhando ideias, leituras e debates.

Mais do que locais físicos, os cafés são apresentados como símbolos da alma portuguesa — lugares de pausa, de encontros e de continuidade afetiva. A emissão sublinha também o paradoxo entre a importância simbólica destes espaços e o seu relativo anonimato no reconhecimento patrimonial.

O selo dedicado ao Café Aliança, em Faro, integra a emissão filatélica "Cafés Históricos – 2.º Grupo", lançada pelos CTT a 31 de agosto de 2017. Com um valor facial de €0,50, este selo presta homenagem a um dos cafés mais antigos e emblemáticos do sul de Portugal, fundado em 1908. O Café Aliança é conhecido pelo seu ambiente requintado e pela sua importância como ponto de encontro da vida social, cultural e política da cidade de Faro ao longo do século XX.

O selo foi desenhado por Paulo Cintra e Laura C.C., e impresso pela BPOST, com uma tiragem de 125.000 exemplares. 

Vultos da História e da Cultura: Almada Negreiros ( 1893 - 1970)

Vultos da História e da Cultura: Almada Negreiros ( 1893 - 1970):   José Sobral de Almada Negreiros nasceu em Trindade a 07 de abril de 1893 distinguiu-se como um artista multidisciplinar dedicando sobretud...




A emissão filatélica "Centenário de Almada Negreiros", lançada pelos CTT em 1993, assinalou os 100 anos do nascimento de José de Almada Negreiros (1893–1970), uma das figuras mais marcantes do modernismo português. A emissão é composta por dois selos que representam diferentes facetas da sua obra artística. O primeiro selo, com o valor facial de 40$00, apresenta um auto-retrato de 1948, acompanhado de um excerto do seu texto "Monólogo Autodidata na Oficina de Pintura", revelando a sua dimensão introspectiva e literária. O segundo selo, de 65$00, reproduz um dos painéis da Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa, destacando o seu contributo para a arte pública e monumental. Esta emissão presta homenagem à versatilidade de Almada como pintor, escritor, ilustrador e pensador, e sublinha a sua importância na renovação estética e cultural do século XX em Portugal.

sábado, 21 de junho de 2025

A Pátera de Lameira Larga, Museu Nacional de Arqueologia - A Herança Romana em Portugal

 

A série de selos "A Herança Romana em Portugal", emitida pelos CTT em 2006, celebra a profunda influência da civilização romana no território português. Composta por quatro selos e um bloco filatélico, esta emissão destaca elementos marcantes do legado romano, como monumentos, ruínas, inscrições e artefatos arqueológicos que testemunham a presença romana em várias regiões do país. Os selos foram concebidos com grande rigor histórico e artístico, refletindo a importância da romanização na formação da identidade cultural portuguesa.

A emissão foi acompanhada por uma publicação especial intitulada "A Herança Romana em Portugal", da autoria do arqueólogo e professor Carlos Fabião, que oferece um enquadramento histórico detalhado sobre a presença romana em Portugal. Esta obra, editada em formato de livro com tiragem limitada e numerada, complementa os selos com textos explicativos e imagens ilustrativas, tornando-se um valioso contributo para a divulgação do património histórico nacional.

Através desta série, os CTT prestam homenagem à herança deixada pelos Romanos, que se reflete ainda hoje na arquitetura, na organização urbana e em muitos aspetos da cultura portuguesa.

O selo "Pátera de Lameira Larga", integrado na série "A Herança Romana em Portugal" emitida pelos CTT em 2006, destaca-se como uma homenagem à arte e ao simbolismo religioso da época romana.

Este selo tem um valor facial de €0,50 e representa uma pátera, um recipiente cerimonial utilizado em rituais religiosos, encontrado em Lameira Larga, e atualmente conservado no Museu Nacional de Arqueologia. A pátera é um exemplo notável da ourivesaria romana, revelando o requinte técnico e estético da época.

A emissão foi impressa pela Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM), com design de José Brandão e Paulo Falardo, e posta em circulação a 21 de junho de 2006. Foram emitidos 1.700.000 exemplares deste selo, o que reflete a sua importância dentro da série.

Este selo não só valoriza o património arqueológico português, como também contribui para a divulgação da herança cultural romana que ainda hoje marca a identidade histórica do país.


Festa dos Tabuleiros - Festas Tradicionais Portuguesas / Emissão Base (1.º grupo)

 

A emissão base "Festas Tradicionais" de 2011 dos CTT – Correios de Portugal celebra algumas das mais emblemáticas festas populares portuguesas. 

Características da Emissão

  • Ano de emissão: 2011
  • Design: Atelier Whitestudio
  • Impressão: Offset pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda
  • Formato: Selos em folhas de 100 unidades, dentado 11-3/4
  • Temas representados: Festas tradicionais portuguesas

O selo "Festa dos Tabuleiros" da emissão base de 2011 destaca-se por representar uma das mais emblemáticas celebrações tradicionais de Portugal, realizada na cidade de Tomar.

Destaques do selo "Festa dos Tabuleiros"

  • Valor facial: €0,32
  • Cor de fundo: Azul-claro
  • Design: Mostra elementos típicos da festa, como os tabuleiros decorados com flores e pães, transportados à cabeça pelas mulheres.
  • Impressão: Offset sobre papel esmalte

A Festa dos Tabuleiros, também conhecida como Festa do Espírito Santo, é uma celebração única que ocorre na cidade de Tomar, no centro de Portugal. Realizada de quatro em quatro anos, esta festa é uma das mais antigas e simbólicas do país, com raízes que remontam ao século XIII e à tradição do culto ao Espírito Santo, introduzido pela Rainha Santa Isabel.

O ponto alto da festa é o Cortejo dos Tabuleiros, onde centenas de mulheres desfilam pelas ruas da cidade com tabuleiros à cabeça. Estes tabuleiros são estruturas altas, decoradas com flores de papel e pães, simbolizando a abundância e a partilha. Cada tabuleiro é composto por 30 pães de 400 gramas, dispostos em colunas sobre uma base enfeitada com espigas de trigo, flores e a coroa do Espírito Santo no topo.

A festa começa no Domingo de Páscoa, com a Festa das Coroas, e prolonga-se até ao segundo domingo de julho, incluindo eventos como:

  • Cortejo dos Rapazes
  • Desfile dos Mordomos
  • Jogos Populares
  • Celebrações religiosas e culturais

Mais do que um evento turístico, a Festa dos Tabuleiros é uma expressão viva da identidade local, da fé e da solidariedade comunitária. A cidade de Tomar transforma-se num palco de cor, música e tradição, atraindo milhares de visitantes nacionais e estrangeiros.


2.º aniversário da EXPOFIL 83 - Instrumentos de Trabalho - Bússolas


A emissão filatélica "Instrumentos de Trabalho" foi uma emissão ordinária lançada em Portugal com o objetivo de homenagear o trabalho humano através da representação simbólica das ferramentas utilizadas em diversas profissões.

Síntese da emissão:

  • Tema central: Os instrumentos de trabalho são apresentados como símbolos da presença humana e da dignidade do trabalho, mesmo sem a representação direta da figura humana.
  • Conceito artístico: A emissão opta por não incluir figuras humanas, destacando antes os objetos que representam o esforço, a técnica e a criatividade do trabalhador.
  • Mensagem: Ao focar nos instrumentos, a emissão valoriza o papel do trabalho na construção da sociedade e na identidade cultural portuguesa.
  • Estilo visual: Os selos apresentam um design limpo e simbólico, com destaque para ferramentas tradicionais e modernas de diferentes áreas profissionais.

Esta emissão é considerada uma homenagem discreta mas poderosa ao trabalhador, através da linguagem visual dos objetos que o representam.

Destaques do selo "Bússolas":

  • Série: Instrumentos de Trabalho
  • Data de emissão: A partir de 15 de fevereiro de 1978
  • Motivo: Representa bússolas de navegação, instrumento essencial para navegadores, engenheiros e técnicos de medição e orientação.
  • Valor facial: Um dos valores médios da série (precisa de confirmação exata, pois variava entre emissões)
  • Design: Ilustração estilizada de uma ou mais bússolas, com traços técnicos e fundo de cor sólida, típico da série.
  • Função postal: Uso corrente (série base), amplamente utilizado no correio nacional e internacional.
  • Curiosidade técnica: Alguns exemplares desta série, incluindo o selo das bússolas, foram impressos com tarja fosforescente, usada para facilitar o tratamento automático do correio.

Este selo é valorizado por colecionadores pela sua representação de instrumentos científicos e pela sua integração numa das séries mais duradouras e funcionais da filatelia portuguesa.

“O Almoço do Trolha”, da autoria de Júlio Pomar - Pintores do Século XX

 

A emissão filatélica "Pintores do Século XX", lançada pelos CTT a 15 de fevereiro de 1989, presta homenagem a quatro grandes nomes da pintura portuguesa que marcaram profundamente o panorama artístico nacional ao longo do século XX. Esta coleção celebra a diversidade de estilos e influências que caracterizam a arte moderna portuguesa, através da reprodução de obras emblemáticas de cada artista.

A emissão inclui quatro selos, cada um com uma reprodução fiel da obra escolhida, acompanhada do nome do pintor e do valor facial correspondente. O conjunto foi impresso em offset policromático, garantindo qualidade visual e fidelidade às cores originais. Esta emissão não só valoriza o património artístico português, como também aproxima o público da riqueza estética e cultural da pintura do século XX.

O selo “O Almoço do Trolha”, da autoria de Júlio Pomar é uma das mais emblemáticas obras do modernismo português e representa um momento marcante na carreira do artista, tanto pela sua temática como pela força expressiva da composição.

A pintura retrata um grupo de trabalhadores da construção civil durante a pausa para o almoço, captando com realismo e dignidade o quotidiano da classe operária. Júlio Pomar, com uma paleta vibrante e traço firme, confere aos trolhas uma presença monumental, quase heroica, sublinhando o valor humano e social do trabalho manual. A obra insere-se na fase neorrealista do pintor, marcada pelo compromisso político e pela atenção às questões sociais.

O selo reproduz esta pintura com grande fidelidade cromática, destacando-se pela sua expressividade e pela forma como transforma uma cena comum num símbolo de resistência e identidade coletiva. Ao integrar esta obra na emissão filatélica, os CTT prestam homenagem não só ao talento de Júlio Pomar, mas também à arte como instrumento de consciência social.

“Antítese da Calma” de António Dacosta - Pintores do Séc. XX

 

A emissão filatélica "Pintores do Século XX", lançada pelos CTT a 15 de fevereiro de 1989, presta homenagem a quatro grandes nomes da pintura portuguesa que marcaram profundamente o panorama artístico nacional ao longo do século XX. Esta coleção celebra a diversidade de estilos e influências que caracterizam a arte moderna portuguesa, através da reprodução de obras emblemáticas de cada artista.

A emissão inclui quatro selos, cada um com uma reprodução fiel da obra escolhida, acompanhada do nome do pintor e do valor facial correspondente. O conjunto foi impresso em offset policromático, garantindo qualidade visual e fidelidade às cores originais. Esta emissão não só valoriza o património artístico português, como também aproxima o público da riqueza estética e cultural da pintura do século XX.

O selo “Antítese da Calma” de António Dacosta, incluído na emissão filatélica "Pintores do Século XX" lançada a 15 de fevereiro de 1989, é uma homenagem à fase surrealista do artista açoriano, marcada por uma linguagem visual profundamente simbólica e introspectiva.

Este selo reproduz a obra Antítese da Calma, uma pintura que reflete o universo onírico e inquietante de Dacosta, onde formas orgânicas e cores densas se combinam para criar uma atmosfera de tensão poética. A composição transmite uma sensação de movimento contido, de contraste entre serenidade e perturbação, típica da estética surrealista que o artista explorou nas décadas de 1940 e 1950.

A escolha desta obra para a emissão filatélica sublinha o papel pioneiro de António Dacosta na introdução do surrealismo em Portugal, bem como a sua capacidade de transformar o inconsciente em expressão plástica. O selo, impresso em offset policromático, preserva a intensidade cromática e a complexidade formal da pintura original, tornando-se não apenas um objeto de colecionismo, mas também um veículo de divulgação da arte moderna portuguesa.

sexta-feira, 20 de junho de 2025

Palácio de São Mateus - 7 Maravilhas de Portugal

 


A emissão filatélica "7 Maravilhas de Portugal" foi lançada em 2007 pelos CTT – Correios de Portugal, celebrando os sete monumentos eleitos como as maiores maravilhas do património nacional português.

O selo dedicado ao Palácio de São Mateus destaca este importante monumento situado em Vila Real, conhecido pela sua arquitetura barroca e pelos jardins históricos que o rodeiam.

Destaques do selo:

  • Imagem principal: Representa o Palácio de São Mateus com vista para a fachada principal ou para os seus jardins simétricos, refletindo o estilo barroco e neoclássico.
  • Contexto histórico: O palácio é um dos mais emblemáticos da região de Trás-os-Montes, ligado à Casa de Mateus e à produção de vinho.

Sé de Vila Real - Rota das Catedrais

 


A emissão filatélica "Rota das Catedrais – 1.º Grupo" faz parte de uma série lançada pelos CTT – Correios de Portugal, dedicada a destacar o património religioso e arquitetónico das catedrais portuguesas. Esta emissão dá continuidade ao primeiro grupo da mesma temática, celebrando a riqueza histórica, artística e espiritual de mais catedrais espalhadas pelo país.

O selo da Sé de Vila Real, incluído na emissão filatélica Rota das Catedrais – 1.º Grupo, apresenta os seguintes elementos principais:

  • Imagem do interior da catedral: O selo destaca a riqueza arquitetónica do interior da Sé, evidenciando elementos como o altar-mor, colunas ou abóbadas, típicos do estilo gótico e manuelino.
  • Vista parcial do exterior: O selo mostra uma perspetiva da fachada e uma das torres, sublinhando a imponência e a sobriedade da pedra granítica característica da região de Trás-os-Montes.

Câmara Fotografica - Instrumentos de Trabalho

A emissão filatélica "Instrumentos de Trabalho" foi uma emissão ordinária lançada em Portugal com o objetivo de homenagear o trabalho humano através da representação simbólica das ferramentas utilizadas em diversas profissões.

Síntese da emissão:

  • Tema central: Os instrumentos de trabalho são apresentados como símbolos da presença humana e da dignidade do trabalho, mesmo sem a representação direta da figura humana.
  • Conceito artístico: A emissão opta por não incluir figuras humanas, destacando antes os objetos que representam o esforço, a técnica e a criatividade do trabalhador.
  • Mensagem: Ao focar nos instrumentos, a emissão valoriza o papel do trabalho na construção da sociedade e na identidade cultural portuguesa.
  • Estilo visual: Os selos apresentam um design limpo e simbólico, com destaque para ferramentas tradicionais e modernas de diferentes áreas profissionais.

Esta emissão é considerada uma homenagem discreta mas poderosa ao trabalhador, através da linguagem visual dos objetos que o representam.

O selo dedicado à fotografia na emissão filatélica portuguesa "Instrumentos de Trabalho" (lançada entre 1978 e 1983 como emissão base) é uma homenagem ao papel do fotógrafo como profissional e artista, destacando a câmara fotográfica como ferramenta essencial do seu ofício.

Destaques do selo da fotografia:

  • Tema: Representa uma máquina fotográfica, símbolo do trabalho do fotógrafo e da importância da imagem na documentação e expressão cultural.
  • Estilo: O design é simples e direto, com foco no instrumento em si, seguindo a linha estética da emissão que valoriza os objetos como protagonistas.
  • Função simbólica: A câmara fotográfica representa não só o trabalho técnico, mas também o olhar criativo e documental do fotógrafo.
  • Contexto: Inserido numa série que inclui outros instrumentos como martelos, foices, pincéis e ferramentas de precisão, o selo da fotografia destaca uma profissão ligada à arte, à memória e à comunicação.

Nossa Senhora de Fátima - Encontro de Culturas

 

A emissão filatélica "Encontro de Culturas" de 1999 foi lançada oficialmente em Portugal através da Portaria n.º 1084/99, de 17 de dezembro. Esta emissão teve como objetivo celebrar a diversidade e o diálogo entre diferentes culturas, refletindo o espírito de intercâmbio cultural que marcou o final do milénio.

Principais características da emissão:

  • Design e autoria: O selo foi desenhado por Carlos Marreiros, um arquiteto e artista plástico conhecido pelo seu trabalho multicultural.
  • Formato: O selo tem dimensões de 30,6 mm x 40 mm, com denteado 12 x 12 ½.
  • Impressão: Foi impresso pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM).
  • Data de emissão: O primeiro dia de circulação foi 19 de novembro de 1999.
  • Valor facial: 95$00
  • Tiragem:

Este selo não só homenageia a figura de Nossa Senhora de Fátima, como também reforça o papel da fé como elemento de união entre diferentes culturas, alinhando-se com o espírito da emissão "Encontro de Culturas".

quinta-feira, 19 de junho de 2025

Chafariz de São João, localizado em Mouçós, Vila Real - Chafarizes de Portugal

 

A emissão filatélica "Chafarizes de Portugal", lançada em 1 de outubro de 2003, foi uma homenagem aos mais belos e emblemáticos chafarizes do país, destacando a importância histórica, artística e funcional destas estruturas no espaço urbano português.

Síntese da emissão:

  • Título da emissão: Chafarizes de Portugal
  • Data de circulação: 1 de outubro de 2003
  • Design: Sofia Martins
  • Fotografia: Jorge Barros
  • Impressão: Litografia Maia
  • Formato dos selos: 40 mm x 30,6 mm
  • Denteado: 12 x 12 ½

O Chafariz de São João, localizado em Mouçós, Vila Real, é uma estrutura hidráulica de grande valor histórico e patrimonial, destacada na emissão filatélica "Chafarizes de Portugal" de 2003.

Destaques do Chafariz de São João:

  • Localização: União das freguesias de Mouçós e Lamares, Vila Real
  • Estilo: Arquitetura infraestrutural setecentista
  • Características principais:
  • Espaldar em cantaria com tanque retangular
  • Duas bicas em forma de carranca, elemento decorativo tradicional que remete à simbologia protetora
  • Enquadrado por um cruzeiro e elementos religiosos, reforçando a ligação entre abastecimento de água e espaços de devoção popular 1

Este chafariz é um exemplo da funcionalidade e estética das fontes públicas portuguesas do século XVIII, que serviam simultaneamente como ponto de abastecimento, encontro comunitário e expressão artística.

Ponte Vasco da Gama - 21.º Aniversário da Associação Portuguesa de Maximafilia (APM)

 

A emissão filatélica "Ponte Vasco da Gama", lançada em 1998 pelos CTT – Correios de Portugal, assinalou a inauguração de uma das maiores obras de engenharia moderna do país e da Europa: a Ponte Vasco da Gama, construída para melhorar a mobilidade na região de Lisboa e apoiar a realização da Expo 98.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 29/03/1998
  • Motivo: Inauguração da Ponte Vasco da Gama, com 17,2 km de extensão, atravessando o estuário do Tejo — a ponte mais longa da Europa à data.
  • Objetivo: Comemorar a conclusão de uma infraestrutura estratégica para o desenvolvimento urbano e económico da Grande Lisboa.
  • Design: A emissão incluiu selos e blocos filatélicos com imagens da ponte, destacando a sua imponência arquitetónica e integração na paisagem do estuário do Tejo.
  • Estilo visual: Os selos apresentam uma estética moderna, com fotografias ou ilustrações realistas da ponte, captando a sua extensão, pilares e o enquadramento natural.

A ponte foi inaugurada a 29 de março de 1998, pouco antes da abertura da Expo 98, e foi batizada em homenagem ao navegador Vasco da Gama, no ano em que se celebravam os 500 anos da chegada à Índia.

Esta emissão é hoje uma peça de destaque na filatelia contemporânea portuguesa, representando o cruzamento entre inovação tecnológica e celebração histórica.


A Associação Portuguesa de Maximafilia (APM) foi uma entidade cultural dedicada à promoção e desenvolvimento da maximafilia em Portugal — uma especialidade filatélica que consiste na criação de postais-máximos, peças que combinam selo, postal e carimbo com o máximo de concordância temática, geográfica e temporal.

Síntese do trabalho desenvolvido:

  • Fundação: 27 de abril de 1978
  • Sede: Praça Duque da Terceira, Lisboa
  • Natureza: Associação cultural sem fins lucrativos
  • Objetivo principal: Promover a maximafilia como forma de expressão filatélica e cultural, incentivando a criação, estudo e divulgação de postais-máximos.

Atividades desenvolvidas:

  • Organização de exposições nacionais e internacionais de maximafilia, com destaque para a primeira exposição nacional inaugurada na Fundação Calouste Gulbenkian em 28 de junho de 1978.
  • Publicação de boletins e catálogos, com orientações técnicas e exemplos de boas práticas na criação de postais-máximos.
  • Colaboração com os CTT e outras entidades filatélicas para a emissão de carimbos comemorativos e postais ilustrados.
  • Formação e apoio a colecionadores, promovendo encontros, concursos e intercâmbio de conhecimento entre associados.

Em 2011, após 33 anos de atividade, a APM suspendeu as suas atividades por decisão dos seus associados, devido a dificuldades operacionais e financeiras 1. O seu espólio foi distribuído entre os membros, e parte do seu legado continua a ser preservado por outras entidades, como o Clube Nacional de Maximafilia.

Mergulhão-de-crista - Aves de Portugal

A emissão filatélica "Aves de Portugal (1.º grupo)", lançada em 24 de abril de 2000, marcou o início de uma série dedicada à avifauna portuguesa, com enfoque em espécies emblemáticas do território nacional.

Síntese da emissão:

  • Nome da emissão: Aves de Portugal (1.º grupo)
  • Data de circulação: 02 de Março de 2000
  • Impressor: Australia Post Sprintpak

Características visuais:

  • Os selos apresentam ilustrações estilizadas das cabeças das aves, destacando os traços distintivos de cada espécie com grande detalhe e realismo.
  • A escolha de representar apenas a cabeça das aves foi uma abordagem inovadora, conferindo à emissão um estilo visual distinto e moderno.

Esta série visou sensibilizar o público para a riqueza ornitológica de Portugal, promovendo o conhecimento e a valorização da biodiversidade nacional através da filatelia.

O selo de 85$00 escudos dedicado ao Mergulhão-de-crista (nome científico: Podiceps cristatus) integra o 1.º grupo da emissão "Aves de Portugal", lançado em 24 de abril de 2000.

Destaques do selo do Mergulhão-de-crista:

  • Valor facial: 85$00 escudos (equivalente a €0,42)
  • Espécie representada: Podiceps cristatus – Mergulhão-de-crista
  • Design: Ilustração da cabeça da ave, com destaque para a sua crista característica e coloração contrastante entre o branco, castanho e preto.
  • Autor: José Projecto
  • Impressor: Australia Post Sprintpak

Sobre a espécie:

  • O Mergulhão-de-crista é uma ave aquática elegante, comum em lagos e zonas húmidas, conhecida pelo seu elaborado ritual de acasalamento e pela capacidade de mergulhar para capturar peixe.
  • É uma das espécies mais emblemáticas da avifauna aquática portuguesa.
  • Este selo destaca-se pela sua estética moderna e científica, promovendo a sensibilização para a biodiversidade nacional.

Cafre do Cabo da Boa Esperança - Europa após os Descobrimentos Portugueses do Séc. XVI

 

A emissão filatélica portuguesa da série Europa 1994 teve como tema "Europa após os Descobrimentos Portugueses do século XVI", refletindo o impacto global da expansão marítima portuguesa na cultura, fauna e povos de outros continentes.

Síntese da emissão Europa 1994 – Portugal:

  • Tema: Europa após os Descobrimentos Portugueses do Séc. XVI
  • Data de circulação: 5 de maio de 1994
  • Autor: Luís Filipe de Abreu
  • Impressor: Imprensa Nacional-Casa da Moeda (INCM)
  • Formato dos selos: 40 mm × 30,6 mm
  • Denteado: 12 × 12½

Cada selo tem o valor facial de 100$00 e representa diferentes aspetos do contacto europeu com o mundo após os Descobrimentos:

  • Gente de Ormuz – Representa os povos do Golfo Pérsico, com quem os portugueses estabeleceram relações comerciais e culturais.
  • Fauna Brasileira – Macaco – Simboliza a biodiversidade do Brasil, descoberta e documentada pelos europeus.
  • Cafre do Cabo da Boa Esperança – Representa os povos africanos do sul, com quem os portugueses contactaram durante as suas rotas marítimas.

Blocos especiais:

Foram ainda emitidos três blocos filatélicos (cada um com quatro selos: dois da emissão regular e dois exclusivos):

  • Bloco Continente – 150.000 exemplares
  • Bloco Açores – 80.000 exemplares
  • Bloco Madeira – 80.000 exemplares

Esta emissão destaca-se por combinar arte, história e filatelia, refletindo a visão portuguesa sobre o impacto europeu no mundo após os Descobrimentos.

O selo "Cafre do Cabo da Boa Esperança", emitido em 1994 como parte da série Europa – Europa após os Descobrimentos Portugueses do século XVI, representa o contacto entre os portugueses e os povos do sul de África durante as grandes navegações.

Destaques do selo:

  • Valor facial: 100$00 escudos
  • Data de emissão: 5 de maio de 1994
  • Autor: Luís Filipe de Abreu
  • Tema: Representação de um cafre (termo histórico usado para designar povos africanos da região do Cabo da Boa Esperança), simbolizando o encontro entre culturas durante a expansão marítima portuguesa.
  • Estilo artístico: O selo apresenta uma figura estilizada com trajes e adornos tradicionais africanos, em tons quentes e contrastantes, evocando a riqueza cultural e a dignidade dos povos africanos.
  • Contexto histórico: O Cabo da Boa Esperança foi um ponto estratégico nas rotas portuguesas para o Oriente. O contacto com os povos locais teve implicações comerciais, culturais e, por vezes, conflituosas.

Este selo é particularmente relevante por representar a diversidade dos encontros culturais proporcionados pelos Descobrimentos, e por dar visibilidade a povos não europeus no contexto da filatelia portuguesa.

Pesca com dóri - Pesca do Bacalhau

 

A emissão filatélica "Pesca do Bacalhau", colocada em circulação em 2000 pelos CTT – Correios de Portugal, é uma homenagem à epopeia marítima portuguesa ligada à pesca do bacalhau nos mares da Terra Nova e da Gronelândia.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 2000
  • Título: Pesca do Bacalhau
  • Número de selos: 6
  • Valor facial total: €3,45
  • Desenho: Luiz Duran
  • Impressão: Off-set pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda
  • Formato: Folhas de 50 selos, papel esmalte, denteado 12×12,5

Temática dos selos:

Cada selo representa uma cena distinta da faina bacalhoeira, retratando com realismo e sensibilidade os momentos mais marcantes da vida a bordo dos navios portugueses:

  • Preparação da partida
  • Travessia do Atlântico
  • Pesca com dóri
  • Salga do bacalhau
  • Vida a bordo
  • Regresso ao porto

Contexto cultural:

Esta emissão celebra não só a dureza e coragem dos pescadores portugueses, como também a importância do bacalhau na cultura alimentar nacional. A série foi acompanhada por um livro ilustrado, A Epopeia do Bacalhau, com textos de Álvaro Garrido e David Lopes Ramos, e imagens do acervo do Museu Marítimo de Ílhavo.

O selo dedicado à pesca com dóri é uma das peças centrais da emissão filatélica "Pesca do Bacalhau" (2000), e presta homenagem a uma das imagens mais icónicas da faina bacalhoeira portuguesa.

Destaques do selo da pesca com dóri:

  • Valor facial: 52$00 (0,26€)
  • Motivo: Representa um pescador solitário num dóri — pequeno barco a remos — enfrentando o mar aberto do Atlântico Norte, símbolo da coragem e resistência dos homens do mar.
  • Contexto histórico: Os dóris eram lançados dos lugres (navios-mãe) e afastavam-se por horas para pescar bacalhau com linha de mão. Era uma atividade extremamente perigosa, sujeita a nevoeiros, ondas e correntes traiçoeiras.
  • Design: Ilustração de Luiz Duran, com traço realista e expressivo, captando a solidão do pescador, o movimento do mar e a vastidão do oceano. A imagem transmite a dureza e a dignidade do trabalho.

Este selo é talvez o mais simbólico da série, evocando a epopeia individual de cada pescador e a ligação profunda entre o homem e o mar.

De referir que em 1353, um acordo entre Portugal e Inglaterra permitiu que pescadores portugueses pudessem pescar bacalhau nas costas inglesas por 50 anos, demonstrando a importância da pesca desde cedo, contudo, a pesca do bacalhau atingiu seu auge no século XX, com campanhas de pesca de seis meses, envolvendo pescadores em condições extremas.  

Fonte da Virtudes - Chafarizes de Portugal

A emissão filatélica "Chafarizes de Portugal", lançada em 1 de outubro de 2003, foi uma homenagem aos mais belos e emblemáticos chafarizes do país, destacando a importância histórica, artística e funcional destas estruturas no espaço urbano português.

Síntese da emissão:

  • Título da emissão: Chafarizes de Portugal
  • Data de circulação: 1 de outubro de 2003
  • Autoria:
  • Design: Sofia Martins
  • Fotografia: Jorge Barros
  • Impressão: Litografia Maia
  • Formato dos selos: 40 mm x 30,6 mm
  • Denteado: 12 x 12 ½

O selo dedicado à Fonte das Virtudes, no Porto, faz parte da emissão filatélica "Chafarizes de Portugal" de 2003 e destaca uma das fontes mais elegantes e históricas da cidade.

Destaques do selo da Fonte das Virtudes:

  • Valor facial: €0,43
  • Localização: Rua das Virtudes, Porto
  • Data de emissão: 1 de outubro de 2003
  • Design: Sofia Martins
  • Fotografia: Jorge Barros

Sobre a fonte:

  • A Fonte das Virtudes é uma estrutura barroca do século XVII;
  • Artisticamente, trata-se de uma fonte barroca, organizada em três panos sobre uma mesma parede fundeira. O pano central é o mais decorado, delimitado por duas pilastras e entablamento sugerido e com uma inscrição emoldurada ao centro, de mármore, onde se inscreveu a data de edificação do conjunto. Por cima, dois castelos representando as armas da cidade ladeiam um nicho hoje vazio, mas que se pensa ter sido concebido para abrigar uma imagem de Nossa Senhora das Virtudes. A coroar o chafariz um frontão circular, levemente abatido, cortado ao meio para realçar o escudo com as armas reais, uma composição posterior, de feição já neoclássica, e que atenua levemente a rigidez horizontal com que terminava originalmente o chafariz.

Design do selo:

  • A imagem do selo capta a verticalidade e a elegância da fonte, com destaque para os seus elementos ornamentais e a integração na encosta arborizada.
  • A fotografia valoriza a textura da pedra e o jogo de luz e sombra, transmitindo a serenidade do local.

Lagoa das Sete Cidades / Açores - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Lagoa das Sete Cidades, nos Açores, é um dos mais impressionantes da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida entre 1972 e 1981, e destaca uma das paisagens naturais mais icónicas do arquipélago.

Destaques do selo da Lagoa das Sete Cidades:

  • Valor facial: 100$00 escudos — o valor mais alto da série, refletindo a importância e imponência do local representado 1.
  • Motivo: Representa a Lagoa das Sete Cidades, situada na ilha de São Miguel, Açores, formada na cratera de um vulcão extinto.
  • Características naturais: A lagoa é composta por duas partes — a Lagoa Azul e a Lagoa Verde — separadas por uma ponte, criando um efeito visual único e lendário.
  • Importância simbólica: É um dos maiores lagos de água doce dos Açores e um símbolo da beleza natural do arquipélago, classificado como Paisagem Protegida da Rede Natura 2000.
  • Design do selo: A ilustração capta a vista panorâmica da caldeira vulcânica com as duas lagoas em destaque, transmitindo a serenidade e o misticismo do local.

Inauguração "LUSOMAX 87" Abrantes - Adesão de Portugal e Espanha à CEE


A emissão filatélica "Adesão de Portugal e Espanha à CEE" foi lançada em 1986 para assinalar a entrada oficial dos dois países na Comunidade Económica Europeia (CEE), a 1 de janeiro desse ano. Esta emissão teve um forte simbolismo político e cultural, marcando a integração plena de Portugal e Espanha no espaço europeu democrático e económico.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 07 Janeiro 1986 a 31 Dezembro 1992 (selos) / Bloco - 16 de Outubro de 1986 a 31 Dezembro 1992
  • Tipo: Emissão conjunta Portugal-Espanha
  • Designação: Adesão de Portugal e Espanha à CEE

Descrição visual:

Nos dois selos colocados em circulação (e respetivo bloco) constam elementos gráficos alusivos à integração europeia, como a bandeira da CEE, símbolos nacionais e representações estilizadas da união entre os dois países ibéricos.

O selo de 20$00 da emissão filatélica comemorativa da adesão de Portugal e Espanha à CEE (Comunidade Económica Europeia), lançada em 1986, é uma peça simbólica que celebra a integração de Portugal no projeto europeu.

Destaques do selo de 20$00:

  • Data de emissão: 07 Janeiro 1986
  • Valor facial: 20$00
  • Tema: Adesão de Portugal e Espanha à CEE
  • Formato: selo
  • Design gráfico: Representações estilizadas da união europeia, com elementos como a bandeira da CEE, símbolos nacionais e formas geométricas que evocam cooperação e convergência

Mensagem simbólica:

O selo de 20$00 representa:

  • A entrada oficial de Portugal na CEE a 1 de janeiro de 1986
  • A esperança num futuro de desenvolvimento económico e social
  • A solidariedade europeia e o reforço da democracia após décadas de ditadura

Este selo, juntamente com os restantes da emissão, marcou um momento histórico para Portugal, simbolizando a sua plena integração no espaço europeu.

Deficiente Mental: Cidadão com Direitos

A emissão filatélica portuguesa intitulada "Deficiente Mental: Cidadão com Direitos" foi lançada em 1979 como uma iniciativa de sensibilização social e promoção da inclusão das pessoas com deficiência mental na sociedade.

Síntese da emissão:

  • Data de emissão: 30 de julho de 1979
  • Tipo: Emissão extraordinária
  • Objetivo: Promover a consciencialização sobre os direitos das pessoas com deficiência mental, reconhecendo-as como cidadãos com plenos direitos
  • Design: Fernando Vidal
  • Dimensões dos selos: 37 mm x 32 mm
  • Picotado: 12 x 12 ½

O selo "O Deficiente e o Isolamento", emitido por Portugal em 1979 como parte da série "Deficiente Mental: Cidadão com Direitos", é uma peça de forte carga simbólica e social.

Destaques do selo:

  • Data de emissão: 30 de julho de 1979
  • Valor facial: 17$00
  • Quantidade emitida: 750.000 exemplares
  • Designer: Fernando Vidal
  • Dimensões: 37 mm x 32 mm
  • Picotado: 12 x 12 ½

Descrição visual e simbólica:

O selo representa uma figura humana isolada, destacando-se num espaço vazio ou separado, simbolizando o distanciamento social e emocional frequentemente vivido por pessoas com deficiência mental. A composição gráfica transmite uma sensação de solidão e marginalização, chamando a atenção para a necessidade de inclusão, empatia e integração social.

Este selo foi parte de uma campanha de sensibilização que procurava afirmar que as pessoas com deficiência mental são cidadãos com direitos plenos, incluindo o direito à convivência, ao afeto e à participação ativa na sociedade.

Fragata Rio Tejo - Barcos dos Rios Portugueses

 

A emissão filatélica "Barcos dos Rios Portugueses", lançada em 1981, é uma homenagem à diversidade e riqueza das embarcações tradicionais que navegaram nos principais rios de Portugal. Esta série destaca o papel histórico, económico e cultural desses barcos na vida ribeirinha portuguesa.

Síntese da emissão:

  • Ano de emissão: 1981
  • Tema: Barcos típicos dos rios portugueses
  • Número de selos: Vários, cada um representando uma embarcação distinta
  • Objetivo: Valorizar o património fluvial e as tradições ligadas à navegação interior

O selo dedicado à Fragata do Rio Tejo, incluído na emissão filatélica "Barcos dos Rios Portugueses" de 1981, é uma representação artística e histórica de uma das embarcações mais emblemáticas da navegação fluvial portuguesa.

Destaques do selo da Fragata do Tejo:

  1. Ano de emissão: 1981
  2. Série: Barcos dos Rios Portugueses
  3. Valor facial: 8 escudos
  4. Design: Ilustração detalhada da fragata navegando no Tejo, com vela içada e casco escuro
  5. Cores predominantes: Tons de azul, castanho e branco, evocando o ambiente fluvial
  6. Função da embarcação: Transporte de mercadorias entre Lisboa e zonas ribeirinhas, especialmente cereais, sal e lenha

Características da fragata:

  • Comprimento até 25 metros
  • Proa reta, casco bojudo
  • Vela trapezoidal e leme longo
  • Pintura tradicional em tons escuros com detalhes decorativo
Este selo presta homenagem à importância económica e cultural da navegação no Tejo, especialmente entre os séculos XVIII e XX.

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Um lugar para o Colecionismo: Emissão Filatélica – Jogos Olímpicos de Seul 1988


Emissão Filatélica – Jogos Olímpicos de Seul 1988 (Portugal)
Em 1988, os Correios de Portugal lançaram uma emissão filatélica comemorativa dos XXIV Jogos Olímpicos, realizados em Seul, Coreia do Sul. Esta emissão integrou-se numa tradição de homenagear os Jogos Olímpicos modernos, destacando o espírito desportivo e a participação portuguesa no evento.

Características da emissão:
  • Data de emissão: 1988
  • Tema: Jogos Olímpicos de Seul
  • Número de selos: 2 selos e 1 bloco filatélico
  • Design gráfico: Inspirado em modalidades olímpicas e na simbologia dos Jogos
  • Objetivo: Celebrar o evento e promover os valores do Olimpismo, como a excelência, a amizade e o respeito.
O selo português dedicado ao ténis na emissão filatélica dos Jogos Olímpicos de Seul 1988 é uma peça que celebra a inclusão desta modalidade no programa olímpico, após um longo período de ausência.

Destaques do selo do ténis – Seul 1988:
  • Tema: Ténis nos Jogos Olímpicos
  • Ano de emissão: 1988
  • Design: Estilização de um tenista em ação, com raquete e bola em destaque
  • Cores predominantes: Tons vivos que evocam energia e movimento
  • Mensagem visual: Representa o dinamismo e a elegância do ténis, reforçando o espírito competitivo e técnico da modalidade
  • Este selo fez parte de uma série que incluía outras modalidades olímpicas, como atletismo e natação, e foi emitido para assinalar a participação portuguesa nos Jogos de Seul. O ténis, que regressou oficialmente como desporto olímpico em 1988, foi assim homenageado com um selo que simboliza esse marco histórico.

Ponte do Arade - Pontes – Obras de Arte

 

A emissão filatélica "Pontes – Obras de Arte", lançada em Portugal em 2008, foi uma homenagem a algumas das mais emblemáticas pontes do país, destacando a sua importância como obras de engenharia e arte. Esta emissão foi oficializada pela Portaria n.º 1206/2008, de 21 de outubro.

Síntese da emissão:

  • Data de circulação: 16 de outubro de 2008
  • Designer: Túlio Coelho / Atelier Acácio Santos
  • Impressor: INCM (Imprensa Nacional-Casa da Moeda)
  • Formato dos selos: 40 mm x 30,6 mm
  • Picotado: 11 ¾ x Cruz de Cristo

Sobre a ponte:

A Ponte do Arade, localizada em Portimão, foi construída para aliviar o tráfego da antiga ponte da cidade. É uma ponte suspensa com duas torres em forma de “A”, com 62 metros de altura e um comprimento total de 842 metros. A sua construção permitiu desviar o tráfego da cidade, melhorando a mobilidade na região do Algarve. É uma ponte atirantada com uma configuração estrutural mista entre os estilos leque e harpa. Trata-se de uma ponte de suspensão total, sustentada por duas torres em forma de “A”, que suportam os cabos de suspensão.

Características principais:

  • Tipo de ponte: Atirantada (cable-stayed)
  • Configuração dos cabos: Mista entre leque e harpa
  • Torres: Duas torres em forma de “A” com 62 metros de altura
  • Vão central: 256 metros
  • Extensão total: 842 metros
  • Ano de conclusão: 1991
  • Construção: Avanços sucessivos em consola com aduelas de 4 metros
  • Materiais: Betão armado e pré-esforçado, com tirantes de aço de pré-esforço com tripla proteção

Esta ponte foi projetada para resistir a sismos, dada a sua localização numa das zonas de maior risco sísmico em Portugal.




Castelo de Santa Maria da Feira - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado ao Castelo de Santa Maria da Feira integra a série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, e presta homenagem a um dos mais notáveis castelos medievais do país.

Destaques do selo do Castelo de Santa Maria da Feira:

  • Valor facial: 2$50 escudos.
  • Motivo: Representa o Castelo de Santa Maria da Feira, uma fortificação com origens no século XI, que desempenhou um papel estratégico na defesa do território entre o Douro e o Vouga.
  • Localização: Santa Maria da Feira, distrito de Aveiro.
  • Estilo arquitetónico: Arquitetura militar medieval, com torres, muralhas e elementos defensivos que foram sendo ampliados até ao século XVI.
  • Importância histórica: O castelo é um símbolo da identidade local e nacional, tendo sido palco de importantes episódios da história portuguesa, incluindo a defesa contra invasões muçulmanas e castelhanas.
  • Design do selo: A ilustração destaca a silhueta imponente do castelo, com as suas muralhas e torres em destaque, captando a sua robustez e imponência sobre a paisagem envolvente.

Este selo é muito valorizado por colecionadores e entusiastas da história medieval portuguesa, sendo um dos mais representativos da arquitetura militar nacional.

Torre dos Clérigos - Paisagens e Monumentos de Portugal

 

A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.

O selo dedicado à Torre dos Clérigos, no Porto, é um dos mais icónicos da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, e celebra um dos marcos mais reconhecíveis da cidade.

Destaques do selo da Torre dos Clérigos:

  • Valor facial: 2$50 escudos.
  • Motivo: Representa a Torre dos Clérigos, construída entre 1754 e 1763, projetada pelo arquiteto italiano Nicolau Nasoni.
  • Localização: Porto, junto à Igreja dos Clérigos.
  • Estilo arquitetónico: Barroco, com uma verticalidade marcante e decoração elaborada, sendo um dos melhores exemplos do barroco setecentista em Portugal.
  • Altura: Aproximadamente 76 metros, sendo durante muito tempo o edifício mais alto de Portugal.
  • Importância histórica: A torre é um símbolo da cidade do Porto e um ponto de referência para navegadores e visitantes.
  • Design do selo: A ilustração destaca a silhueta esguia da torre, com os seus detalhes arquitetónicos em evidência, contrastando com o céu e a paisagem urbana envolvente.

Este selo é muito valorizado por representar um dos monumentos mais visitados e fotografados de Portugal, sendo também um símbolo da identidade portuense.

Dólmen de Carrazeda de Ansiães - Paisagens e Monumentos de Portugal

 


A emissão filatélica "Paisagens e Monumentos de Portugal", lançada ao longo da década de 1970, foi uma das séries base mais emblemáticas dos CTT (Correios de Portugal). Esta emissão teve como objetivo destacar a riqueza patrimonial e natural do país, através de selos que retratavam locais icónicos de norte a sul de Portugal.
O selo dedicado ao Dólmen de Carrazeda de Ansiães faz parte da série "Paisagens e Monumentos de Portugal", emitida nos anos 70, e destaca um dos mais antigos testemunhos da presença humana em território português.

Destaques do selo do Dólmen de Carrazeda:
  • Valor facial: 4$50 escudos.
  • Motivo: Representa um dólmen pré-histórico, também conhecido como anta, situado no concelho de Carrazeda de Ansiães, no distrito de Bragança.
  • Importância arqueológica: Este tipo de monumento megalítico remonta ao Neolítico (cerca de 4000–3000 a.C.) e era utilizado como câmara funerária coletiva.
  • Design do selo: A ilustração mostra o dólmen com as suas lajes verticais e a tampa horizontal (tampa da câmara), destacando-se contra uma paisagem rural, evocando a antiguidade e o mistério das primeiras comunidades humanas da região.
  • Valor simbólico: Este selo celebra o património arqueológico português e a ligação ancestral entre o território e os seus primeiros habitantes.
Este selo é particularmente apreciado por colecionadores e estudiosos da pré-história portuguesa, sendo um dos poucos da série que representa monumentos megalíticos.